Doença renal crônica: ambulatório da PBH amplia acesso e reduz correria
Publicada em 29 de junho, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 08:03.
Se a doença renal crônica (DRC) chegou na sua vida, o que costuma separar o controle do susto é o acompanhamento cedo. Em vez de esperar o problema “mandar recado” no modo emergência, Belo Horizonte mantém um Ambulatório de Nefrologia dentro da rede SUS-BH para cuidar desde as primeiras fases.
Pensa em uma manutenção de bicicleta: você troca a peça antes de ela quebrar e te deixar na rua. É nessa lógica de ajuste gradual que o ambulatório funciona, com cuidado contínuo e equipe preparada para quem convive com DRC.
O serviço fica na Unidade de Referência Secundária Sagrada Família (URSSF) e foi habilitado pelo Ministério da Saúde. O ambulatório concentra 83% das novas consultas de nefrologia para adultos no município e atualmente acompanha cerca de 1,5 mil usuários.
A DRC é a perda progressiva da função dos rins. Entre as causas citadas estão diabetes mellitus e hipertensão arterial. Quando o controle não acompanha, a doença pode avançar até a necessidade de terapia renal substitutiva, como diálise.
Ou seja: entrar antes no cuidado especializado abre margem para reduzir complicações ao longo do tempo, em vez de correr atrás do relógio.
O que muda na prática
O ambulatório organiza o atendimento com equipe multiprofissional: 13 médicos nefrologistas, quatro nutricionistas, quatro enfermeiros, uma psicóloga e uma assistente social. A proposta é integrar as frentes do cuidado para retardar a progressão da doença e dar mais segurança no dia a dia do tratamento.
Um ponto direto no fluxo é o enfermeiro navegador: ele orienta o paciente durante a jornada assistencial, ajuda a facilitar o acesso e dá suporte para manter a adesão ao tratamento.
O ambulatório também se articula com a Atenção Primária à Saúde. Na prática, isso tende a manter o acompanhamento mais contínuo e ajustado às necessidades do paciente, inclusive quando o cuidado começa a mudar de fase.
O objetivo, segundo o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte, é garantir um cuidado “cada vez mais qualificado, próximo e resolutivo”, com prevenção de complicações e redução de internações para melhorar a qualidade de vida. Já o gerente da Rede Ambulatorial Especializada, Mateus Figueiredo, reforça o foco em evitar que a diálise comece em caráter de urgência.
Para completar, o serviço prepara o usuário para decisões sobre tratamento, com orientação sobre diálise peritoneal, hemodiálise e transplante renal.
- Público-alvo: adultos com DRC atendidos no SUS-BH
- Capacidade do ambulatório: cerca de 1,5 mil usuários em acompanhamento
- Cobertura na rede: 83% das novas consultas de nefrologia para adultos no município
- Diferencial: enfermeiro navegador para orientar a jornada e apoiar a adesão
No fim das contas, e daí pra mim? Daí que o cuidado passa a existir quando ainda dá para ajustar o rumo, sem esperar a vida virar corrida.

