Comunicação Não Violenta: Ribeirão Preto capacita saúde para reduzir conflitos
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 19 de julho, às 16:00.
Se você já viu uma conversa “travada” virar estresse no dia a dia, sabe por que essa capacitação importa. Na rede municipal, a Prefeitura de Ribeirão Preto promove uma oficina de Comunicação Não Violenta (CNV) para ajudar equipes a se entenderem melhor, com mais escuta e menos atrito no atendimento ao usuário.
A ação, ligada à Secretaria Municipal da Saúde, termina nesta quarta-feira (17). É a terceira turma da oficina voltada aos profissionais da pasta, com foco em melhorar a comunicação entre equipes e também no diálogo com quem procura a rede.
Até agora, 72 servidores da saúde participaram da formação. Como os resultados estão sendo positivos, a pasta já prevê a abertura de mais duas turmas no segundo semestre.
Na prática, a capacitação trabalha habilidades que aparecem no cotidiano do serviço: escuta, diálogo e resolução de conflitos. A proposta é reduzir situações de estresse, falhas de comunicação, retrabalho e desgastes que acabam atingindo tanto quem atua nas unidades quanto o atendimento prestado à população.
Pense na CNV como um “freio” que evita que uma boa intenção vire atrito. Assim como no trânsito uma distância segura ajuda a evitar colisões, aqui a ideia é criar espaço para ouvir de verdade, entender o que está por trás do pedido e responder com mais equilíbrio. A conversa ganha direção antes de virar ruído.
O que sustenta essa mudança no dia a dia
- Rótulo (Onde entra): comunicação entre equipes e diálogo com os usuários
- Rótulo (Quem já passou): 72 servidores capacitados até o momento
- Rótulo (O que busca reduzir): estresse, falhas de comunicação, retrabalho e desgastes
- Rótulo (Próximos passos): mais duas turmas previstas para o segundo semestre
O secretário municipal da Saúde, Maurício Godinho, resume a lógica do investimento: “A saúde é feita por pessoas e para pessoas. Quando investimos no desenvolvimento das nossas equipes, fortalecendo a escuta, o respeito e o diálogo, estamos qualificando também o atendimento prestado à população”.
A oficina foi desenvolvida pela Gerência Médica, em parceria com Educação Permanente em Saúde (EPS) e a Subsecretaria de Atenção à Saúde (SAS). As palestras são conduzidas pelo médico Paulo Neves Junior, que atua nas Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PICS).
A formação reúne seis módulos, que incluem desafios da comunicação, escuta ativa, paráfrases, autoanálise, Comunicação Não Violenta e Comunicação Apreciativa. A equipe técnica destaca que investir em comunicação também melhora a qualidade da assistência.
No fim das contas, é isso: um serviço de saúde mais humano começa na forma como as pessoas se escutam e conversam. E aí, vale para todo mundo da rede.

