Bem-Estar

AVC e UAC do Huse: monitoramento contínuo para quem chega da Ala Vermelha

UAC e UCV no Eixo Crítico do Huse organizam a passagem da Ala Vermelha e sustentam monitoramento contínuo para casos de Alta Complexidade, com destino definido entre enfermaria e UTI.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 12 de julho, às 06:00.

Seu dia vira uma correria quando algo muda do nada, e no hospital a lógica é parecida: quando o quadro fica grave, o cuidado precisa estar pronto para reagir minuto a minuto. No Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), as Unidades de Apoio Crítico (UAC) e Cardiovascular (UCV) fazem exatamente esse papel dentro do Eixo Crítico, organizando o fluxo assistencial e mantendo o monitoramento o tempo todo para pacientes de Alta Complexidade.

A estudante Ana Carolina Santos Bastos conta que acompanha o avô, José Hamilton dos Santos, de 73 anos. Ele sofreu um AVC depois de um acidente e foi atendido inicialmente pelo Samu 192 Sergipe. Depois de passar pela Ala Vermelha, foi transferido para a UAC, onde permanece internado após mais de dois meses, recebendo assistência contínua.

O que a família descreve ajuda a entender a função das unidades. A UAC recebe casos como instabilidade hemodinâmica (pressão e circulação do paciente), instabilidade respiratória, politraumas, pós-operatórios de grande porte e também pacientes que chegam da Ala Vermelha após estabilização inicial. Já a UCV concentra o atendimento cardiológico e neurológico de alta complexidade, incluindo síndromes coronarianas agudas, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias graves, pós-operatórios vasculares e casos de AVC que precisam de acompanhamento intensivo.

Na prática, é como um “painel de controle” bem perto do paciente. Enquanto a Ala Vermelha faz a estabilização inicial, UAC e UCV ficam encarregadas de manter a vigilância ativa e dar suporte multiprofissional até a evolução do quadro. A ideia é simples: detectar cedo qualquer alteração clínica e decidir rápido o próximo passo.

O que muda na prática

Segundo a apoio gerencial das unidades, Martha Nunes, o funcionamento das UAC e UCV depende de uma atuação integrada entre equipes médicas, de enfermagem e áreas de apoio, seguindo protocolos assistenciais bem definidos da admissão à evolução. O acompanhamento contínuo serve para observar sinais vitais, evolução clínica, resposta ao tratamento e sinais de agravamento, o que possibilita intervenção imediata e, quando necessário, transferência para UTI.

O fluxo descrito no Eixo Crítico segue esta lógica: entrada pela Ala Vermelha, direcionamento para UAC ou UCV conforme o perfil clínico e, depois, evolução para enfermaria ou UTI conforme a condição. Entre os critérios de alta estão estabilidade hemodinâmica, ausência de necessidade de suporte ventilatório invasivo e redução do risco de complicações agudas. A transferência para UTI acontece em casos de piora clínica, necessidade de ventilação mecânica prolongada ou disfunção orgânica grave.

As unidades também atendem quadros como sepse, infarto agudo do miocárdio, AVC, pós-operatório de alto risco, ventilação não invasiva e mobilização precoce, sempre com base em critérios clínicos.

  • Público: pacientes de alta complexidade no Eixo Crítico
  • Foco: segurança do paciente crítico e continuidade do cuidado
  • Ritmo: monitoramento contínuo e tomada de decisão rápida
  • Destino: alta para enfermaria quando estável; UTI quando há piora ou necessidade de suporte avançado

E no fim, para quem vive um susto como o da família do José Hamilton, faz diferença ter alguém olhando o paciente o tempo todo e sabendo exatamente o que fazer quando o quadro muda. Ou seja: cuidado intensivo de verdade não é só para “quando piora”, é para acompanhar e conduzir o paciente com segurança até o próximo passo.

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