Samu Aéreo: helicóptero da PM entra em cena para resgates perto de Teresina
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 23 de agosto, às 02:00.
Imagine precisar de um atendimento médico urgente em outra cidade e ter que encarar horas de asfalto em uma ambulância convencional.
É como trocar aquela viagem pesada de ônibus interestadual de longa distância por uma entrega rápida de aplicativo. Se o avião funciona como o ônibus de viagem, que exige uma pista grande e planejada, o helicóptero é a moto ágil que decola na hora, desvia de qualquer obstáculo e pousa direto no destino.
O transporte aeromédico por helicóptero começou a virar realidade prática nesta quarta-feira (17). Uma parceria entre a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI) deu início ao treinamento prático das equipes do Samu Aéreo para usar o helicóptero da Polícia Militar.
Ao todo, 20 profissionais de saúde que já trabalham no resgate aéreo participam da capacitação. O suporte técnico das atividades fica por conta do Batalhão de Operações Aéreas (Bopaer).
De acordo com a coordenadora do Samu estadual, Cristiane Rocha, as equipes de suporte avançado e intermediário treinam a disposição exata de equipamentos e profissionais dentro do espaço da aeronave. O treinamento dura quatro dias, divididos igualmente entre teoria e prática.
Atualmente, o Samu Aéreo opera com aviões de asa fixa (aeronaves de asas travadas, que dependem de pistas de pouso) para buscar pacientes em cidades bem distantes de Teresina. O helicóptero de asa rotativa (aeronave com hélices no topo, capaz de pousar verticalmente) entra para cobrir uma lacuna crucial perto da capital.
O que muda na prática
O foco do novo serviço é o transporte inter-hospitalar, que é a transferência de pacientes graves de um hospital menor para outro de alta complexidade. O helicóptero vai cobrir cerca de 70 cidades no entorno de Teresina.
Antes desse reforço, esses municípios ficavam descobertos pelo transporte aéreo rápido por estarem muito próximos para o uso de aviões, dependendo exclusivamente de ambulâncias rodoviárias.
- Público-alvo: Pacientes em estado grave que dependem de transferência rápida entre hospitais.
- Capacitação: Treinamento teórico e prático de 20 profissionais de saúde.
- Área de cobertura: Cerca de 70 cidades no entorno da capital.
- Parceria: Integração de recursos operacionais entre a Sesapi e a SSP-PI.
Para quem mora no entorno de Teresina, o tempo que se perdia nas estradas agora é vencido pelo ar. O socorro ganha agilidade extra para garantir que o atendimento definitivo chegue o mais rápido possível, poupando vidas no caminho.

