Quadrilha do Projeto Crescer no Maior Arraial da Amazônia homenageia Chaves
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 20 de julho, às 06:00.

No Boa Vista Junina 2026, ver uma quadrilha subir no tablado com a história do Chaves tem um sabor especial: junta tradição do São João com um resgate que muita gente lembra da infância. Nesta quarta-feira, 17, a quadrilha do projeto social Crescer, a Juventude na Roça, apresentou um show na Arena que misturou o imaginário do seriado mexicano com o clima do arraial.
O tema foi “Turma do Chaves no Boa Vista Junina”. O resultado ficou daquele jeito que só festa faz: dá para entrar na história e, ao mesmo tempo, sentir que o evento é mais do que palco e música. É cultura chegando junto, com acolhimento e inclusão.
O que sustenta a participação no projeto
Segundo a gerente geral do projeto, Roseneide Rodrigues, a participação dos jovens não se resume à apresentação. Ela descreve atividades que trazem consequências positivas em várias áreas da vida dos integrantes.
O que muda na prática:
- Rótulo: Desenvolvimento físico: as ações trabalham o fortalecimento físico.
- Rótulo: Vínculos: o contato em grupo ajuda no fortalecimento de laços.
- Rótulo: Saúde mental e emocional: há melhora relacionada ao bem-estar.
- Rótulo: Família por perto: quem assistiu, junto com familiares, viu um momento de alegria.
“O desenvolvimento físico, exercita o fortalecimento de vínculos, a saúde mental e emocional são consequências positivas dessas atividades”, disse Roseneide Rodrigues. Ela também destacou que o espetáculo gerou bem-estar para integrantes e familiares que acompanharam.
Chaves no tablado, e o público reconhecendo
O enredo da quadrilha trouxe músicas tradicionais juninas e canções nortistas para contar a história do Chaves subindo no tablado para celebrar o casamento de Dona Florinda e Professor Girafales. No espetáculo, moradores da vila como Quico, Chiquinha, Seu Madruga e Dona Clotilde estiveram presentes.
Entre os jovens, Matheus Hitalo, de 16 anos, interpretou o personagem principal no segundo ano de participação. Para ele, a emoção de estar no tablado se repete: “Meu primeiro contato com o tablado do Boa Vista Junina foi ano passado, mas eu sinto a mesma emoção que tive nessa segunda vez”.
Já Dolores Araújo, de 17 anos, representou Dona Florinda e disse que a quadrilha do projeto tem um propósito além do show: “Queremos mostrar para todos o que nós fazemos dentro do nosso projeto”. Ela também afirmou que os temas mudam a cada ano com intenção de inovar e surpreender.
Quem assistiu reconheceu a dedicação. A advogada Bárbara Samantha, de 34 anos, foi com a família e elogiou a performance: “Achei o show extremamente criativo e organizado. Na apresentação, eu vi o quanto os jovens são dedicados à dança”.
E daí pra mim? Se a sua lembrança de festa começa com São João e vira nostalgia fácil, vale prestar atenção: quando o público vê jovens organizados, atuando e compartilhando o que vivem no projeto, a festa rende em dobro.
