SISPA: Anvisa e Mapa criam plataforma para modernizar defensivos agrícolas
Publicada em 26 de maio, 2026.
Atualizada em 8 de julho, às 18:01.

Quem já viveu a novela de preencher dados em um sistema e, depois, ter que repetir tudo em outro sabe o problema: informação até existe, mas fica “presa” sem conversa entre plataformas. Foi para diminuir esse atrito que a Anvisa e o Mapa lançaram o SISPA (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) nesta terça-feira (26/5), com foco em modernizar processos regulatórios ligados aos defensivos agrícolas no Brasil.
O projeto foi apresentado como uma iniciativa que reúne órgãos federais, o setor produtivo e instituições parceiras. No evento, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, explicou que a necessidade veio de uma demanda técnica interna: os servidores apontaram dificuldade de comunicação entre sistemas diferentes. Ou seja: o sistema passa a ser pensado para que as etapas trabalhem melhor integradas, com mais fluidez na tramitação.
O que a Anvisa e o Mapa colocam em primeiro plano é a combinação de integração com transparência. Na prática, a proposta também prevê acompanhamento do setor privado e do ecossistema envolvido, justamente para dar mais visibilidade ao processo regulatório.
O que muda na prática
O desenho do SISPA mira reduzir “retrabalho” gerado quando informações precisam voltar e ir entre plataformas sem padrão. A iniciativa foi descrita como parte da transformação digital da defesa agropecuária, com potencial para fortalecer monitoramento e controle, além de apoiar competitividade do setor.
Participaram do lançamento o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares. Também esteve presente o presidente da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador Ruy Pereira.
- Pilar do SISPA: integrar e modernizar processos regulatórios de defensivos agrícolas
- Ganhos esperados: mais eficiência regulatória com integração e transparência
- Motivo do projeto: demanda técnica por melhor comunicação entre sistemas
- Efeito associado ao horizonte: apoiar cooperação técnica com países da América Latina e da África
Na prática, o caminho é direto: quando o fluxo fica mais coordenado, a expectativa é que a fiscalização e a gestão andem com menos ruído junto com o setor. E daí pra mim? Se o processo regulatório fica mais claro e integrado, o mundo real ganha menos travas no meio do caminho.
