Medicamentos em Cuiabá: reforço de R$ 23 milhões chega para não faltar
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.
Se na prateleira alguma coisa some, o estrago vira bem na vida real: demora, remédio adiado e atendimento travado. Em Cuiabá, a Prefeitura usou mais de R$ 23 milhões para repor itens e organizar o caminho até as unidades da rede municipal.
Nesta sexta-feira (19), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) fez uma visita técnica ao Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC). É ali que o município concentra a parte mais “chata” da rotina, mas essencial: separar o que vai para cada ponto da rede, no volume certo.
O objetivo do encontro foi acompanhar o reforço no abastecimento. A prefeitura diz que o investimento é para comprar medicamentos, materiais hospitalares e insumos estratégicos, atendendo toda a Rede de Atenção à Saúde de Cuiabá. A lista inclui Unidades de Saúde da Família (USFs), UPAs, CAPs, Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), pronto-socorro municipal, CEOs, CEM, Centro Médico Infantil (CMI), além de serviços ligados à Vigilância Sanitária.
Na fala do prefeito Abilio Brunini, a reposição aparece como resposta a um cenário identificado pela gestão: déficit de medicamentos em parte da rede. Para chegar na ponta com mais regularidade, a administração afirma que a distribuição acontece de forma gradativa, nas mais de 80 farmácias do município.
Para guardar e movimentar os produtos sem perder qualidade, o CDMIC opera com controles técnicos. O centro tem sistema de climatização e refrigeração (para manter a temperatura adequada de medicamentos sensíveis) e monitora continuamente as condições de armazenamento. Também usa sistemas informatizados para acompanhar o estoque em tempo real, lidar com controle especial, checar prazos de validade e redistribuir itens próximos do vencimento, reduzindo desperdício.
Pensa no CDMIC como um “pátio de abastecimento” de um ônibus que nunca pode parar no meio da linha. Enquanto o veículo (a rede) está em movimento, o pátio organiza o combustível (medicamentos e insumos) para que as unidades consigam atender quando a demanda chega.
O que muda na prática
Com o reforço e a logística mais organizada, a Prefeitura aponta melhora na continuidade do atendimento. A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, chamou o CDMIC de “o coração da logística” do sistema.
- Público atendido: toda a Rede de Atenção à Saúde de Cuiabá
- Investimento: mais de R$ 23 milhões em medicamentos, materiais hospitalares e insumos
- Segurança do paciente: controle de validade e armazenamento adequado com monitoramento contínuo
- Funcionamento da rede: abastecimento planejado para chegar com segurança e agilidade às unidades
E daí pra mim? Se você depende da rede municipal, a proposta é diminuir as interrupções por falta de medicamento e aumentar a chance de encontrar o que precisa quando procurar atendimento.

