Paciente com Parkinson lança livro de poesias após reabilitação no Ceir
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 3 de setembro, às 02:01.

Sabe quando a vida muda o rumo de repente e a gente precisa se reinventar, igual a quem transforma um limão em uma limonada bem gelada em um dia quente de sol? O professor de Geografia Mauro de Sousa Oliveira fez exatamente isso ao lidar com o diagnóstico de Parkinson.
Na última quarta-feira (27), ele lançou o seu primeiro livro de poesias, intitulado Algo Indefinido, no auditório do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir). O evento reuniu familiares, colaboradores e terapeutas que acompanharam o autor ao longo do processo de reabilitação física (terapia focada na recuperação de funções motoras e independência do paciente).
A escrita surgiu como um refúgio e uma forma de escape durante a pandemia, época em que o professor recebeu o diagnóstico da doença. Ao longo do tratamento no Ceir, a ideia de reunir os textos em um livro ganhou força. A obra, que aborda desde memórias da infância até críticas sociais, conta com ilustrações feitas por Michael Amorim, arteterapeuta (profissional que utiliza expressões artísticas como recurso de saúde) da instituição.
O que muda na prática
O ponto-chave é que o cuidado com a saúde do paciente deve ir muito além dos exercícios tradicionais de consultório. Para quem vive com limitações motoras, o estímulo à expressão artística ajuda a recuperar a autoestima e a reinserção social. Ou seja, a arte funciona como um motor de autonomia que melhora a qualidade de vida, servindo de exemplo prático para outras pessoas com deficiência que buscam novos caminhos na rede de saúde pública.
- Autor: Mauro de Sousa Oliveira
- Obra: Algo Indefinido
- Instituição: Centro Integrado de Reabilitação (Ceir)
- Ilustrador: Michael Amorim (arteterapeuta do Ceir)
Para o gerente de Reabilitação do Ceir, Leonardo Celestino, a conquista do ex-paciente dá um sentido real ao trabalho de toda a equipe de saúde. Com o livro publicado, o autor agora quer incentivar outras pessoas, mostrando que a vida continua ativa e cheia de possibilidades, independentemente de qualquer diagnóstico médico.
