Pet terapia no hospital: mini bode Zé Leandro vira respiro em corredores
Publicada em 30 de junho, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 18:00.
Entrar num hospital para tratar câncer muda o ritmo da vida. Na prática, além de consultas e exames, o que pesa é o lado emocional, e foi isso que o Hospital de Câncer de Sergipe colocou em primeiro plano na terça-feira 30.
No dia, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) recebeu uma ação de pet terapia com foco em humanização (cuidado voltado também para o bem-estar emocional, não só para o procedimento médico). O responsável por levar descontração aos corredores foi o mini bode Zé Leandro, com cinco meses, que circulou pela unidade e arrancou sorrisos de pacientes, acompanhantes e profissionais.
A iniciativa veio de uma parceria entre o Ministério Público Federal (MPF), o GACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer) e a adestradora Ariane Americano. O objetivo foi transformar a interação com animais em uma ferramenta de acolhimento, criando um ambiente mais leve para quem passa por períodos longos de tratamento.
O plano inicial era trabalhar com pet terapia com cachorros, mas Ariane ajustou a ideia e trouxe um bode para a cena. O gerente de Relações Institucionais e porta-voz do GACC/SE, Fred Gomes, reforçou que a proposta segue na mesma linha: oferecer alívio emocional, sorriso e afeto.
Ou seja, não é “só fofo”: o contato é preparado para gerar experiências positivas. Ariane explicou que o processo busca fazer o animal associe a aproximação com pessoas a algo bom. Como o bicho ainda está em treinamento, ela destacou que o Zé Leandro começou o processo há cerca de dois meses. Com cinco meses, ele reage daquele jeito porque já identifica esse tipo de aproximação como positiva.
Pensa como o intervalo que salva no meio de um dia puxado. Não muda a tarefa, mas muda o fôlego. Para quem estava no hospital, a visita funcionou nessa lógica: um respiro que altera o clima do momento.
O que muda na prática
Entre os relatos, Silvana Maria, de 59 anos, que faz tratamento oncológico há 18 anos, disse que a presença do bode trouxe leveza e emoção. Para ela, o encontro vira acolhimento e ajuda a “renovar as nossas forças”.
Já Maria Celma contou que a ação mudou o dia. Ela descreveu como uma “verdadeira terapia” por trazer alegria e carinho, e relatou que, na primeira vez em que o mini bode passou, ela estava dormindo; só depois soube da visita e teve vontade de conhecê-lo.
- Humanização: cuidado também com o bem-estar emocional durante o tratamento
- Acolhimento: ação pensada para deixar o ambiente mais leve
- Treinamento do animal: processo para que o contato seja associado a algo positivo
- Impacto percebido: pacientes relatam renovação das forças e mudança do clima do dia
Com a rotina intensa de tratamento, a passagem do Zé Leandro entrou como um intervalo entre compromissos médicos. E daí pra mim? É lembrar que cuidado é mais do que procedimento: também é criar momentos que sustentam quem está na luta.

