Bem-Estar

Casos de dengue em Cuiabá caem pela metade e dão respiro aos hospitais

Queda drástica de chikungunya chega a 99% e ajuda a desafogar o sistema de saúde pública até meados de maio

Publicada em 25 de maio, 2026.

Atualizada em 21 de agosto, às 18:00.

Casos de dengue em Cuiabá caem pela metade e dão respiro aos hospitais
SMS Cuiabá

Os casos de dengue e chikungunya despencaram em Cuiabá no início de 2026. O recuo acentuado das doenças aparece na 18ª edição do Boletim Epidemiológico das Arboviroses (doenças transmitidas por picadas de mosquitos), publicado nesta quinta-feira (21) pela Secretaria Municipal de Saúde.

Na prática, o cenário lembra aquela faxina caprichada que a gente faz no quintal no fim de semana. Depois de recolher todo o lixo acumulado, o ambiente finalmente fica limpo e dá para respirar com alívio. Cuiabá conseguiu limpar o terreno após enfrentar semanas consecutivas de alta no ano anterior.

Os dados consolidados entre 1º de janeiro e 15 de maio de 2026 mostram uma retração expressiva nas infecções:

  • Queda na dengue: As notificações caíram 50,5%. A média semanal de casos, que era de 96,7 em 2025, desceu para 47,9 em 2026.
  • Recuo na chikungunya: A redução atingiu 99%. A média semanal desabou de 564,3 casos para apenas 5,4.
  • Raio-X do zika vírus: A transmissão segue muito baixa na capital, com apenas sete notificações e dois casos confirmados.

O balanço geral de 2026 registra 910 notificações de dengue com 388 confirmações. Desse total, 322 casos são autóctones (quando a infecção é contraída dentro do próprio município). A capital soma um óbito confirmado pela doença e outro sob investigação. No caso da chikungunya, são 102 notificações e 99 confirmações, sendo 50 autóctones, sem mortes.

O que muda na prática

A queda acentuada nos diagnósticos desafoga diretamente os hospitais e postos de saúde da capital. A secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, explica que a menor procura por atendimento relacionado a essas viroses permite reorganizar o fluxo dos hospitais, agilizando o cuidado de outros pacientes que precisam de assistência.

Mesmo com a poeira baixando, a secretária de Saúde, Deisi Bocalon, reforça que o combate ao mosquito transmissor precisa continuar. A recomendação é manter os quintais livres de água parada e levar crianças de 10 a 14 anos para tomar a vacina contra a dengue, disponível em duas doses na rede pública de saúde.

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