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Teste do Pezinho: treinamento muda o fluxo do SUS mineiro no dia certo

Após a ampliação do PTN-MG em abril, o treinamento em **20/5** reforça o fluxo de coleta até o envio para que o diagnóstico chegue no período correto, entre o **3º e o 5º dia**.

Publicada em 25 de maio, 2026.

Atualizada em 11 de julho, às 02:01.

Teste do Pezinho: treinamento muda o fluxo do SUS mineiro no dia certo
Regional de Ponte Nova promove capacitação sobre o Teste do Pezinho

O Teste do Pezinho é feito cedo, mas o que decide se o diagnóstico chega a tempo é o caminho da amostra até o destino. Na rede pública de Minas Gerais, em 20/5, a Coordenação de Redes de Atenção à Saúde (CRAS) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova reuniu enfermeiros e técnicos de enfermagem da Atenção Primária à Saúde (APS) e de maternidades para uma capacitação sobre o Programa de Triagem Neonatal em Minas Gerais (PTN-MG).

A condução do encontro ficou com referências técnicas do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que realiza os exames do PTN-MG.

Ou seja: o foco é fazer a coleta seguir padrão de qualidade e manter o fluxo correto do material. O teste é realizado com sangue retirado do calcanhar do recém-nascido. O detalhe que pesa é o timing: quando a coleta acontece no período indicado, entre o 3º e o 5º dia de vida, aumenta a chance de a criança iniciar tratamento multidisciplinar em tempo oportuno e reduz o risco de complicações graves.

Pensa no processo como um “envio de encomenda” que não pode perder o horário do transporte. Se o pacote sai na janela certa, a triagem segue e o cuidado acontece com mais agilidade. Se atrasa, o resultado perde força no relógio clínico. A capacitação existe para blindar exatamente essa lógica: do momento da coleta até o envio, com atenção especial à triagem ampliada.

Em abril, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) ampliou o programa e passou a oferecer detecção gratuita de até 64 doenças raras e silenciosas. O exame é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todas as crianças nascidas no território mineiro.

O que muda na prática

  • Quem participa: enfermeiros e técnicos da APS e das maternidades da região
  • O ganho: amostras com mais qualidade para diagnóstico rápido
  • Por que o tempo importa: coleta entre 3º e 5º dia favorece tratamento oportuno
  • Impacto da ampliação: detecção gratuita de até 64 doenças pelo PTN-MG

Durante a reunião, a referência técnica da CRAS, Vera Chaves, destacou que a demanda veio dos municípios e que a atualização envolve o fluxo “de coleta de amostras até o envio”, especialmente com a triagem maior. Ela também apontou que capacitar profissionais da APS e da Atenção Hospitalar é essencial para manter qualidade das amostras e acelerar diagnósticos.

A enfermeira do Nupad, Ana Flávia Ronick, resumiu o objetivo como diagnosticar precocemente para permitir intervenção no curso da doença, evitar sequelas graves e melhorar a qualidade de vida. Já a supervisora de Qualidade do Nupad, Samantha Canguçu Romoaldo, enfatizou a parceria com as unidades para execução conforme padrões e certificações.

No mesmo contexto, o material informa que a UAES/UFV foi credenciada pela SES-MG como Serviço de Referência em Doenças Raras, conforme a Resolução SES/MG nº 10.605, de 21 de outubro de 2025, cobrindo a macrorregião de Saúde agregada Leste do Sul e Vale do Aço. O encaminhamento segue nota técnica com critérios técnicos e operacionais.

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