192 no Paraná: 420.712 ligações em 2026 e como a regulação acelera
Publicada em 27 de maio, 2026.
Atualizada em 9 de julho, às 18:01.

Quando a emergência aparece, a diferença costuma estar em uma coisa bem simples: a informação certa chegando primeiro. No Paraná, é por meio do 192 que o atendimento é acionado para ocorrências graves, como acidentes, infarto, AVC (acidente vascular cerebral), crises convulsivas e dificuldade respiratória, entre outros casos com risco imediato à vida.
Na prática, a conversa começa com uma coleta rápida do essencial: endereço, estado da vítima e o tipo de emergência. Esse levantamento vira base para a Central de Regulação Médica, onde um médico regulador avalia a gravidade e define o encaminhamento.
Depois disso, o mais comum é o envio de ambulâncias. Em algumas situações, o atendimento também pode seguir por orientações ao telefone, como acontece em crises de ansiedade.
O tamanho da demanda mostra por que esse fluxo importa. Entre janeiro e abril de 2026, o Samu registrou 420.712 ligações, alta de 4,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram 402.373.
O serviço faz parte da Rede de Atenção às Urgências do Paraná e atua em articulação com hospitais, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e o Corpo de Bombeiros.
E tem um motivo técnico para essa organização ganhar velocidade. A regulação é o que organiza os atendimentos por prioridade técnica (ou seja, a ordem definida pela gravidade do caso), para que os recursos cheguem com mais rapidez aos cenários que exigem mais urgência. “O tempo de resposta faz diferença em situações críticas. A regulação médica permite organizar os atendimentos com prioridade técnica, garantindo que os recursos sejam direcionados da forma mais rápida e eficiente possível”, diz o secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves.
O ponto-chave do dia a dia, porém, está no que a ligação traz. Se a equipe recebe dados que ajudam a entender o caso, o socorro acontece sem “chutar”. “Informações corretas durante a ligação ajudam a agilizar o socorro”, afirma a gerente de Urgência e Emergência, Giovana Fratin. Ela reforça que é importante informar pontos de referência, quantidade de vítimas e condições aparentes, além de seguir as orientações.
Pense como uma receita: se você troca um ingrediente, o resultado sai diferente. No 192, não é diferente. Trotes, quando ocupam a linha e mobilizam equipe sem necessidade, atrapalham o atendimento de quem está realmente precisando.
O que muda na prática
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Prioridade: a regulação organiza por prioridade técnica, ajustando o direcionamento do atendimento
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Agilidade: informações corretas durante a ligação ajudam a acelerar o socorro
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Articulação: o Samu atua junto com hospitais, UPAs e o Corpo de Bombeiros
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Impacto dos trotes: ligações indevidas ocupam linhas e mobilizam equipes desnecessariamente
Ou seja: com 420.712 ligações em 2026 só entre janeiro e abril, cada detalhe útil dito no 192 vira tempo ganho até a chegada da ajuda.
