Política & Gestão

Medicamentos do SUS: Minas Gerais libera R$ 151 milhões para reabastecer farmácias

O dinheiro será pago em três parcelas e garante o tratamento de diabetes, hipertensão e dengue para pacientes de todos os municípios mineiros.

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 28 de agosto, às 12:00.

Medicamentos do SUS: Minas Gerais libera R$ 151 milhões para reabastecer farmácias
Assistência Farmacêutica: Norte de Minas recebe aporte de R$ 11,3 milhões para atendimento de demandas da população

Sabe aquela caixinha de remédios que toda família brasileira mantém no armário da cozinha para as horas de aperto? O governo estadual resolveu reabastecer a versão gigante dessa caixinha, que atende milhares de pessoas todos os dias. Os 86 municípios da macrorregião Norte recebem este ano mais de R$ 11,3 milhões para reforçar o estoque de medicamentos gratuitos distribuídos para a população.

Esse investimento integra um pacote maior, de R$ 151,2 milhões, que a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) definiu para as 853 cidades mineiras. A Resolução 11.005, publicada em 9 de abril, prevê o repasse desse recurso em três parcelas.

O repasse total atende três frentes de saúde pública:

  • Medicamentos básicos: Mais de R$ 73,8 milhões para o CBAF (Componente Básico da Assistência Farmacêutica, que reúne os remédios essenciais contra hipertensão, diabetes e infecções).
  • Elenco complementar: Cerca de R$ 66,1 milhões para ampliar o acesso a tratamentos na própria localidade.
  • Combate a arboviroses: O valor de R$ 11,2 milhões para tratar doenças transmitidas por mosquitos (como a dengue e outras febres).

Para definir a quantia que vai para cada cidade, o governo calcula o número de habitantes, o valor individual por pessoa e a adesão às políticas estaduais de saúde. Dentro da rede do Norte de Minas, a verba se divide pelas gerências regionais: a SRS Montes Claros (54 municípios) recebe R$ 7,8 milhões; a GRS Januária (25 municípios) fica com R$ 2,5 milhões; e a GRS Pirapora (7 municípios) tem direito a R$ 994,5 mil.

Entre as cidades com os maiores repasses na região estão Montes Claros (com R$ 3 milhões), Janaúba (com R$ 473,6 mil) e Januária (com R$ 406,7 mil).

O que muda na prática

Os prefeitos podem usar até 15% da contrapartida estadual para reformar as farmácias do SUS, comprar equipamentos e móveis ou treinar os profissionais de atendimento. Ou seja, a medida melhora desde a conservação das caixas de remédio até o atendimento na fila.

Para agilizar as compras, o estado disponibiliza atas de registro de preços (uma lista de valores pré-negociados para facilitar a contratação). Os gestores controlam a entrada e a saída de remédios pelo SIGAF (Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica, o inventário digital do SUS). A adesão ao sistema de preços é opcional, mas técnicos da SES-MG podem fazer visitas surpresa a qualquer momento para fiscalizar se o dinheiro está virando remédio na prateleira do cidadão.

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