Análise espacial na vigilância: curso em Minas forma 30 profissionais
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 18 de julho, às 12:00.

Quando a saúde do bairro vira mapa, fica mais fácil agir com alvo certo. Em Minas Gerais, 30 profissionais da Vigilância em Saúde e Ambiente da SES-MG concluíram, nesta quinta-feira (18/6), o Curso de Análise Espacial Aplicada à Vigilância em Saúde e Ambiente, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
O curso foi promovido no âmbito do Programa de Fortalecimento da Epidemiologia nos Serviços de Saúde (PROFEPI). Na prática, a proposta era capacitar profissionais e gestores do SUS (Sistema Único de Saúde) para usar análise espacial (técnicas que olham para onde os eventos acontecem) e geoprocessamento (o uso de dados geográficos para organizar e analisar informações) na vigilância em saúde.
A coordenadora do CIEVS-Minas (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Minas Gerais), Eva Lídia Medeiros, resumiu a intenção do aprendizado: permitir análises que apontem, dentro do território, os pontos prioritários para uma ação mais focada e integrada.
O efeito esperado é direto: com a formação dos participantes, o estado ganha mais capacidade técnica para analisar dados territoriais, identificar vulnerabilidades e apoiar políticas públicas com mais chance de funcionar na realidade de cada local.
Conhecimento aplicado ao território
A turma fez o curso em modalidade híbrida, com duração de três meses. A iniciativa ocorreu em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e com docentes do ICICT/Fiocruz (Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde).
O raciocínio por trás das ferramentas é simples, como quem acompanha a trilha de um bairro inteiro: ao observar padrões de ocorrência de doenças e surtos no território, dá para relacionar esses eventos a fatores ambientais, socioeconômicos e à forma como os serviços de saúde estão disponíveis.
O que muda na prática
O ponto-chave é transformar informação em decisão. Isso aparece no que a coordenadora Vívian Gonçalves, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, destacou sobre o desafio da educação permanente (formação contínua ligada ao trabalho): conciliar rotina e estudo. Para ela, os participantes conseguiram fechar o curso com trabalhos finais considerados relevantes.
Na visão de Katiuscia Cardoso Rodrigues, referência técnica da Regional de Saúde de Governador Valadares, a expectativa é usar os dados e tecnologias aprendidos para incorporar evidências na tomada de decisão, com perspectiva de análise espacial.
- Público-alvo: profissionais da Vigilância em Saúde e Ambiente da SES-MG
- Objetivo: aplicar análise espacial e geoprocessamento na vigilância do SUS
- Duração: três meses (modalidade híbrida)
- Impacto esperado: apoiar decisões e políticas públicas mais alinhadas às necessidades do território
Ou seja: com o território mais “traduzido” em dados, a vigilância ganha conversa mais clara com a realidade e fica mais fácil responder ao que importa para cada região. E daí pra mim, no fim das contas, vira isso: decisões de saúde com mais fundamento onde a vida acontece.
