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Diabetes duplica risco de perda auditiva em adultos

Revisão de estudos aponta que um em cada quatro pacientes apresenta comprometimento moderado a grave da audição, especialmente antes dos 60 anos.

Por:
Diabetes/Metabolism Research and Reviews e Agência Einstein.

Publicada em 25/10/2026, às 21:00

Diabetes duplica risco de perda auditiva em adultos

Um em cada quatro adultos com diabetes apresenta perda auditiva de grau moderado a grave. Além disso, pessoas com a doença têm mais que o dobro de probabilidade (2,41 vezes) de desenvolver esse comprometimento em comparação com quem não tem a condição. Os dados fazem parte de uma ampla revisão sistemática que analisou 29 estudos publicados entre 2000 e 2025.

Em grande parte das pesquisas analisadas, 24% dos participantes diabéticos apresentavam perda de pelo menos 40 decibéis — intensidade em que a dificuldade para compreender uma conversa do dia a dia já se torna evidente.

Especialistas alertam que o problema progride de forma silenciosa, já que a perda só costuma ser percebida pelo paciente quando gera restrições funcionais relevantes. Atualmente, a avaliação da audição ainda não faz parte dos protocolos de rotina do acompanhamento do diabetes.

Como a doença prejudica os ouvidos?

A explicação para essa associação está nos danos vasculares causados pelo excesso contínuo de açúcar no sangue. A glicose alta e persistente lesiona os pequenos vasos sanguíneos e as conexões nervosas da cóclea, a estrutura do ouvido interno responsável por processar os sons.

Esse processo destrutivo é essencialmente o mesmo que provoca outras complicações bem conhecidas do diabetes, como a retinopatia (nos olhos), a neuropatia (nos nervos) e a nefropatia (nos rins).

Impacto maior em adultos jovens

O levantamento revelou que o impacto do diabetes é ainda mais pronunciado em pessoas com menos de 60 anos. Nessa faixa etária, ter a doença esteve associado a um risco três vezes maior de perda auditiva moderada a grave.

Acima dos 60 anos, o envelhecimento natural do sistema auditivo (presbiacusia) torna-se frequente na população geral, o que dilui estatisticamente o impacto isolado da doença. O tempo de convivência com a condição também influencia: pessoas diagnosticadas há menos de dez anos apresentaram probabilidade 2,68 vezes maior de ter perda auditiva em relação aos indivíduos saudáveis.

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