Preceptoria em saúde: HRRBC abre nova turma e reforça integração ensino-assistência
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 21 de julho, às 02:01.
Quem já passou pelos corredores de um hospital sabe que a rotina muda quando quem ensina e quem cuida andam junto. Nesta quinta-feira (18), o Hospital Regional Ruy de Barros Correia (HRRBC), em Arcoverde (no Sertão do Moxotó), colocou mais um time na mesma sintonia: realizou uma nova edição do curso de Atualização e Integração em Ensino-Serviço-Comunidade com Ênfase na Preceptoria em Saúde.
A capacitação é promovida pela Escola de Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE), com parceria da unidade hospitalar. O encontro faz parte de uma trilha em andamento e já chega à terceira turma de colaboradores do hospital que participam do programa.
A ideia é clara: preparar profissionais para acompanhar residentes e estagiários durante as atividades práticas no HRRBC. Na prática, o curso conversa com a ampliação dos cursos de formação e com os programas de residência em saúde, fortalecendo a ponte entre o que se aprende e o que se aplica no dia a dia da assistência.
O que guia o trabalho pedagógico, segundo a enfermeira instrutora Elisabete Costa, é receber esses estudantes de forma mais assertiva, com uma abordagem pedagógica e didática. O foco é olhar para os processos do hospital, refletir sobre como o trabalho acontece e propor ajustes que ajudem a qualificar o atendimento.
O ponto central (traduzindo a teoria para a rotina)
O curso usa metodologias ativas de aprendizagem (métodos que colocam o aluno para pensar e construir entendimento a partir dos cenários reais). Assim, os participantes discutem as práticas, analisam os cenários e o próprio processo de trabalho, com a meta de produzir propostas voltadas à qualificação da assistência prestada à população.
E tem um jeito bem brasileiro de entender isso: é como ajustar a receita no ponto certo. Não é só seguir o passo a passo; é checar o que está acontecendo na cozinha a cada leva, ajustar o tempero no tempo certo e deixar o resultado mais consistente. Aqui, o “ponto” é a forma como residentes e estagiários são acompanhados para transformar rotina de aprendizado em cuidado mais bem conduzido.
O que sustenta a formação:
- Público-alvo: colaboradores do hospital que atuarão na preceptoria de residentes e estagiários
- Como é o curso: metodologias ativas para reflexão sobre processos e cenários de prática
- Estrutura: 80 horas presenciais, com encontros quinzenais
- Impacto esperado: construção de propostas para qualificar a assistência prestada à população
No fim das contas, para você que depende do cuidado, o efeito aparece na ponta: com a preceptoria mais organizada e orientada, quem está aprendendo consegue aplicar melhor o que faz, e o atendimento fica mais qualificado. E daí pra mim? Vai para o paciente, que merece orientação segura durante o aprendizado aplicado à realidade do hospital.
