Samu no Norte de Minas projeta 26 novas bases para acelerar resgates médicos
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 1 de julho, às 16:01.

Pedir uma refeição por aplicativo e acompanhar o entregador pelo mapa até a entrega chegar quentinha é algo comum no nosso dia a dia. Na saúde, esse corre contra o relógio é a diferença entre a vida e a morte para quem aguarda atendimento médico de urgência.
Pensando nisso, a CIB-SUS (Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde de Minas Gerais) deu sinal verde para a ampliação do Samu no Norte de Minas. A proposta, aprovada em maio por gestores locais, prevê 26 novas unidades de atendimento e o reforço de motolâncias, que funcionam como os entregadores rápidos da saúde pública.
Para sair do papel, o projeto com investimento anual estimado em mais de R$ 6,5 milhões precisa agora de uma portaria do Ministério da Saúde para liberar a verba do Fundo Nacional de Saúde.
Como fica a distribuição do socorro
A região lida com grandes distâncias entre as cidades, o que pode atrasar a chegada das ambulâncias tradicionais. Para solucionar esse gargalo, a reestruturação vai espalhar novos recursos estratégicos na região:
- Suporte Básico: 18 novas USBs (Unidades de Suporte Básico, que realizam atendimentos de menor complexidade) em municípios como Campo Azul, Lassance, Ninheira e outras 15 cidades locais.
- Suporte Avançado: 4 novas USAs (Unidades de Suporte Avançado, que funcionam como UTIs móveis para casos graves) em Jequitaí, Grão Mogol, Várzea da Palma e Rio Pardo de Minas.
- Motolâncias: acréscimo de 2 motos em Montes Claros e início do serviço em Janaúba com 2 veículos.
Técnicos em enfermagem pilotam essas motos equipados com desfibriladores automáticos (aparelhos portáteis para reanimar o coração), oxigênio, talas e medicamentos. O ponto-chave é realizar os primeiros socorros em locais de difícil acesso antes da ambulância maior chegar ao local.
O que muda na prática
Atualmente, o consórcio Cisrun gerencia o Samu na região com 53 bases para atender 86 municípios. A liberação das novas bases vai permitir que o Norte de Minas alcance 100% de cobertura por equipes móveis.
Na prática, o morador de uma área remota ou rural terá o tempo de espera reduzido drasticamente em casos de infarto ou acidentes graves. A descentralização encurta as distâncias geográficas e garante que o socorro médico de urgência chegue rápido ao paciente, independentemente de onde ele more.
