Vacinação especial no DF: Crie-DF já soma 20 mil atendimentos e doses
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Quem usa medicamentos imunossupressores (remédios que reduzem a resposta do sistema imunológico) costuma ter uma vida com mais cuidado e um motivo bem direto: a imunidade fica mais baixa e o risco de infecções aumenta. Foi pensando nesse cenário que o Crie-DF ampliou o acesso à imunização para quem precisa de vacinas fora do calendário básico.
O resultado aparece nos números. Desde dezembro de 2023, o Crie-DF já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. O serviço é especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, isto é, imunizantes que não fazem parte das rotinas gerais.
A história do Jorge Araújo, de 61 anos, ajuda a entender a importância do acompanhamento. Morador de Águas Claras, ele começou em 2023 o tratamento para artrite reumatoide com medicamentos imunossupressores e diz que a imunização virou parte da rotina. Ele afirma que já tomou vacinas contra hepatites A e B, pneumocócicas (pneumo), meningite, gripe e influenza, além de ter outras agendadas.
O ponto-chave é que, para quem vive com imunidade reduzida, vacina funciona como proteção contra infecções e contra formas mais graves de doenças. Ou seja: não é “só mais uma dose”; é segurança para manter o tratamento.
O que muda na prática
Na prática, a porta de entrada do Crie-DF começa na atenção básica. A responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, explica que a principal via são as unidades básicas de saúde: o paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie-DF avalia quais doses são necessárias.
Hoje, o atendimento acontece no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual: a iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.
É como ligar a “central de quem sabe” diretamente ao lugar onde a pessoa já estaria: quando a vacina fica disponível perto da residência, o paciente consegue concluir o calendário vacinal com mais facilidade.
- Público-alvo: pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas
- Como chega: avaliação com relatório médico e cartão de vacina via unidades básicas
- Onde atende: presencial no Hmib e com suporte do Crie Virtual em 108 salas
- Benefício direto: facilitar o acesso para quem mora longe e não teria recursos para ir ao hospital
No fim das contas, a pergunta que fica é: e daí pra mim? Para quem precisa de imunização especial no DF, a resposta é simples: mais acesso, mais continuidade e menos risco acumulado no caminho entre o diagnóstico, o tratamento e a proteção.
