Trigêmeas deixam UTI no Paraná após maratona de 24 dias de cuidados
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 3 de setembro, às 10:00.

Imagine o susto de descobrir que a família, que já tinha três crianças, vai dobrar de tamanho de uma hora para outra. Essa foi a realidade de Ana Paula da Silva, moradora de Santo Antônio da Platina, ao descobrir a gravidez das trigêmeas Ana Lívia, Ana Clara e Ana Vitória.
Depois de uma verdadeira maratona, as três irmãs receberam alta da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal) na última quarta-feira (27). O caso movimentou a equipe do Hospital Regional do Norte Pioneiro (HRNP) por 24 dias de internação intensiva.
Vencer essa etapa é como organizar aquele almoço de domingo para a família inteira: exige sincronia perfeita, panelas grandes e todo mundo ajudando ao mesmo tempo. As meninas nasceram prematuras no dia 3 de maio, com 33 semanas e quatro dias de gestação, em partos que ocorreram em sequência rápida, às 8h56, 8h58 e 9h.
Logo após o nascimento, o time de especialistas entrou em ação. A segunda bebê precisou de suporte respiratório ainda na sala de parto e foi levada para a UTI Neonatal, enquanto as outras duas seguiram respirando em ar ambiente (sem ajuda de aparelhos), sob monitoramento constante.
Na prática, garantir o sucesso desse atendimento de alta complexidade exige uma rede pública bem estruturada. O hospital, que faz cerca de 180 partos por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é referência na região. O último registro de nascimento de trigêmeos na unidade havia ocorrido em março de 2025, quando nasceram três meninos.
O que muda na prática
Para a família, o coração agora bate mais tranquilo. O pai das bebês, Wellington Alves da Conceição, celebra a proximidade da alta definitiva, já que as meninas seguem em observação para ganho de peso e estabilidade clínica antes de irem para casa.
Para a saúde pública, o caso reforça a importância do pré-natal preventivo. O Paraná lidera nacionalmente o indicador de gestantes com acompanhamento completo.
- Pré-natal no Paraná: 89% das mães fizeram sete ou mais consultas pelo SUS em 2025
- Média nacional: 79,2% de cobertura no mesmo período
- Histórico estadual: Líder nacional pelo sexto ano consecutivo no indicador
Esse acompanhamento contínuo, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), permite identificar riscos com antecedência. O secretário de saúde, Cesar Neves, destaca que a recuperação bem-sucedida reflete o trabalho de obstetras, pediatras, enfermeiros e fisioterapeutas.
