Bem-Estar

Leite humano no DF ganha reforço com simpósio e apoio à doação

Em um encontro na Asa Norte, o DF reuniu profissionais para reforçar ações de doação e processamento do leite humano, com destaque para a rede local e para o cadastro doado.

Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 20 de julho, às 10:00.

Leite humano no DF ganha reforço com simpósio e apoio à doação
Simpósio promove troca de experiências e fotalece políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Quando o assunto é amamentação, o detalhe que muita gente esquece é que existe uma rede por trás do leite humano: bancos de leite, processamento e orientação para quem doa e para quem recebe. Nesta semana, o Distrito Federal promoveu um simpósio para fortalecer exatamente esse caminho.

O I Simpósio Multiprofissional de Leite Humano do Distrito Federal reuniu profissionais de saúde em 26 de um lado, no auditório do Centro Universitário de Brasília (Ceub), na Asa Norte. A programação integra o mês dedicado ao incentivo à doação do alimento e reuniu profissionais ligados à Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) do DF e à Comissão Distrital de BLHs.

Na fala da coordenadora substituta das Políticas de Aleitamento Materno da Secretaria de Saúde (SES-DF), Maria das Graças Cruz, a ênfase foi no impacto do aleitamento para o bebê e também para a mãe. O ponto central é que o leite materno contribui para o desenvolvimento e pode ajudar a prevenir doenças ao longo da vida.

Para dar o tom prático do encontro, a analogia que ajuda é a de uma central de triagem: como quem organiza uma encomenda para chegar certa ao destino, a rede organiza o fluxo para que o cuidado aconteça com qualidade do começo ao fim. É nesse “bastidor” que entram os temas debatidos no simpósio: impacto do leite humano na rede de atenção, etapas de processamento, controle de qualidade e uso clínico para recém-nascidos prematuros e de baixo peso.

O que muda na prática

No evento, também houve espaço para reconhecer quem atua na mobilização pública. A embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Maria Paula Fidalgo, recebeu reconhecimento pela Rede Global de BLHs por defender a doação do leite materno no Brasil e no mundo.

Além disso, os números mostram o peso das unidades na rotina do DF. A rede distrital tem 14 BLHs e 7 Postos de Coleta de Leite Humano (PCLHs). Em abril deste ano, as unidades realizaram mais de 15,8 mil atendimentos, coletaram quase 1,7 mil litros de leite humano e beneficiaram mais de 1,3 mil bebês.

  • Público atendido: recém-nascidos prematuros e de baixo peso, além de ações voltadas ao aleitamento
  • Infraestrutura: 14 BLHs e 7 PCLHs na rede do DF
  • Produção e alcance (abril): 15,8 mil atendimentos, 1,7 mil litros coletados e 1,3 mil bebês beneficiados
  • Mobilização: reconhecimento internacional à atuação de Maria Paula Fidalgo

E, para quem quer participar, o caminho está definido. Mães saudáveis com leite excedente podem se cadastrar pelo Amamenta Brasília, pelo telefone 160 (opção 4) ou pelo Portal do Cidadão.

Ou seja: o simpósio não ficou só no debate. Ele puxou para a conversa a parte que realmente sustenta a rede — qualidade, organização e apoio à doação. E daí pra mim? Se você é mãe ou conhece alguém nessa fase, agora dá para ligar os pontos: existe um sistema, com números e orientação, para transformar leite em cuidado.

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