Saúde de Altônia: obras do Complexo Municipal destravam R$ 6,2 milhões
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 16:01.

Quando a saúde especializada fica longe, o caminho vira parte do tratamento. Na região Noroeste do Paraná, quem precisa de atendimentos como obstetrícia e acompanhamento para pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) hoje percorre cerca de 80 quilômetros até o polo de saúde mais próximo. Para encurtar essa distância, o governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou, nesta quinta-feira (28), o início das obras do Complexo Municipal de Saúde de Altônia.
O investimento total é de R$ 6,2 milhões, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Na prática, a proposta é descentralizar o atendimento para além dos grandes centros, deixando a assistência mais perto de quem mora na região.
A ideia do complexo é funcionar como um “balcão único” de serviços. É como trocar um quebra-cabeça de peças soltas por uma caixa organizada: em vez de buscar atendimento em lugares diferentes, a unidade pretende reunir a estrutura em uma área de 1.492 metros quadrados.
O projeto prevê seis blocos interligados:
- Fisioterapia: salas de cinesioterapia, mecanoterapia e fisioterapia respiratória, voltadas à reabilitação física e motora.
- Atendimento ao Autista: acompanhamento multiprofissional para pessoas com TEA, com espaços sensoriais e estímulo precoce.
- Clínica da Mulher: atenção integral à saúde feminina, com consultas ginecológicas e obstétricas e exames preventivos.
- Centro de Especialidades: consultas médicas especializadas, pequenos procedimentos e atendimentos regulados via Secretaria Municipal de Saúde.
- Farmácia Municipal e Secretaria de Saúde: dispensação de medicamentos e insumos, além de demandas administrativas, agendamentos e ouvidorias.
- Almoxarifado Central: armazenamento e distribuição de materiais permanentes e de consumo para a rede municipal.
O que muda na prática
A previsão é que a obra comece no segundo semestre deste ano, com cronograma de execução de 16 meses. A unidade foi projetada para chegar a 2 mil atendimentos mensais, ampliando a assistência para as cidades vizinhas.
- Impacto: reduzir a necessidade de deslocamento de 80 quilômetros para buscar especialidades
- Escopo: reunir serviços de média complexidade e fortalecer a Atenção Primária à Saúde
- Capacidade: projeção de 2 mil atendimentos mensais
- Gestão local: prefeitura fez o projeto, cedeu o terreno e a administração do espaço ficará com o município
O prefeito de Altônia, Diego Pergo, relaciona o projeto à localização do município e diz que a meta é tornar Altônia uma referência regional em saúde. Ou seja: se o complexo sair do papel, o “vai e volta” por consultas especializadas tende a perder espaço para o atendimento mais perto de casa. E daí pra mim: é menos viagem, mais acesso e mais cuidado organizado no mesmo lugar.
