Cães de assistência: MCTI fecha parceria para melhorar longevidade e reduzir doenças
Publicada em 27 de junho, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 16:01.
Quando alguém recebe um cão de assistência, a rotina muda. Só que existe um detalhe que pesa no dia a dia: a vida útil do animal. E é aí que entra o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com uma parceria focada em saúde e duração do trabalho do cão.
Nesta sexta-feira (26), o MCTI assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED) para colocar em funcionamento o Programa de Melhoramento Genético e Reprodutivo de Cães de Assistência para pessoas com deficiência (PCDs).
O plano será desenvolvido junto ao Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia e Inclusão do Instituto Federal Catarinense (IFC-Camboriú), em Camboriú.
Na prática, a ideia é ajustar o “projeto genético” dos cães para reduzir a chance de doenças hereditárias. Em vez de reagir quando algum problema surge, o foco é antecipar riscos associados a condições genéticas que podem levar à aposentadoria precoce do animal.
Pensa como quem faz revisão preventiva antes de estourar um problema no carro. A manutenção não “arruma a rua”, mas evita que o motorista fique na mão. Do mesmo jeito, melhorar a base de saúde genética tem como objetivo deixar a rotina de trabalho do cão mais estável e duradoura para o usuário.
O coordenador-geral de Tecnologia Assistiva do MCTI, Milton de Carvalho, explicou que a demanda por cães-guia no Brasil é maior do que a oferta. Ele também apontou que, mesmo quando a pessoa recebe um cão, é comum precisar se aposentar com o animal por doença ou por condições genéticas, e muitas vezes isso acontece de forma precoce.
O que muda na prática
Segundo o MCTI, o ponto-chave da parceria é elevar a qualidade dos animais e ajudar a reduzir a aposentadoria precoce. O efeito esperado vai além do animal: a previsão é de mais continuidade no apoio, com menos interrupções na vida de quem depende do cão.
Além do termo do programa, o evento trouxe a apresentação da Ninhada U, formada por futuros animais de apoio do centro que passarão pelo treinamento.
Também houve assinatura de um termo para certificação de treinadores e instrutores de cães-guias com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), ligada à Secretaria de Direitos Humanos e da Cidadania do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
- Alvo: cães de assistência para pessoas com deficiência (PCDs)
- Instituições: MCTI e IFC-Camboriú (Centro em Camboriú)
- Objetivo: melhorar genética e reprodução para reduzir chances de doenças
- Impacto esperado: mais estabilidade para os usuários e menos aposentadoria precoce
A iniciativa está no Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Novo Viver Sem Limites). E o MCTI relata que já apoiou ações anteriores de treinamento de animais de assistência, como a concessão de cinco cães para pessoas com deficiência visual em dezembro de 2025, além da doação de um veículo adaptado para o Centro de Formação de Urutaí (GO).
Ou seja, a conversa agora deixa de ser só “ter um cão” e passa a ser “ter um cão que dure mais”, com ciência e inclusão trabalhando juntas. E daí pra mim? Dá para imaginar menos trocas inesperadas e mais continuidade do apoio no cotidiano.

