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Doação de órgãos na Paraíba: duas capturas em um dia mudam oito vidas

A Central de Transplantes da Paraíba registrou, no último sábado (23), duas doações seguidas de múltiplos órgãos, colocando **oito pessoas** para sair da fila e marcando a **4ª** doação de coração do ano no estado.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 10 de julho, às 06:00.

Doação de órgãos na Paraíba: duas capturas em um dia mudam oito vidas
Governo da Paraíba

No dia a dia, a fila de transplante pesa como aquela espera chata por uma vaga importante no serviço que a gente precisa. Na prática, foi isso que deu uma virada real: a Central de Transplantes da Paraíba registrou, no último sábado (23), duas doações seguidas de múltiplos órgãos, possibilitando a retirada de órgãos para oito pessoas saírem da fila.

Os procedimentos aconteceram em dois hospitais. Em João Pessoa, no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, um homem de 23 anos, vítima de trauma crânio encefálico, virou doador após a confirmação de morte encefálica (morte do cérebro) e autorização da família. Foram captados fígado, rins e córneas, para pacientes compatíveis previamente cadastrados.

Já em Santa Rita, no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, uma mulher de 36 anos tornou-se doadora de coração e córneas após ser vítima de tumor cerebral. Essa captação marcou a 4ª doação de coração do ano na Paraíba.

O ponto-chave aqui é que essas duas autorizações familiares se transformaram em chance de transplante para quem estava aguardando. Com as duas doações, a Paraíba contabiliza 14 doações e 53 transplantes realizados este ano, enquanto a lista de espera ainda tem 874 pessoas: 677 para córneas, 161 para rins, 31 para fígado e 5 para coração.

O que muda na prática

  • Fila destravada: oito pessoas puderam deixar a espera do transplante.
  • Mais órgãos disponíveis: com captações de coração, fígado, rins e córneas.
  • Impacto direto no cadastro: os órgãos foram destinados a pacientes compatíveis previamente cadastrados.
  • Força das autorizações: a diretora da Central Estadual de Transplantes, Rafaela Dias, reforçou que cada decisão da família representa esperança para quem aguarda.

Rafaela Dias resumiu a importância dessas escolhas: mesmo diante da perda, as famílias decidiram salvar outras vidas. No Hospital Metropolitano, a irmã da doadora, Natália Santos, destacou o perfil generoso de sua irmã, dizendo que a decisão veio do modo como ela vivia e ajudava as pessoas.

Ou seja: em vez de a conversa terminar na dor, ela virou continuidade de vida. E daí pra mim? Se você se importa com alguém que está na espera, essa é a prova concreta de que autorização familiar pode encurtar o caminho quando mais importa.

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