Idosos representam 15% dos usuários de planos de saúde no Brasil
29/10/2026, às 21:00

A transição demográfica brasileira reflete-se de forma acelerada na carteira da saúde suplementar. Levantamentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e análises do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) revelam que o percentual de beneficiários com 60 anos ou mais subiu de 11,7% em 2014 para 14,9% em 2024 (atingindo 7,7 milhões de vidas). Em meados de 2026, esse contingente já alcança 8,3 milhões de pessoas, representando 15,6% do total de clientes de planos médico-hospitalares no Brasil.
Entre 2019 e 2024, o volume absoluto de idosos na saúde suplementar cresceu 16,1%, enquanto a faixa etária de 80 anos ou mais já responde por 2,7% da carteira nacional.
Desafios do modelo assistencial e da saúde digital
A mudança no perfil epidemiológico dos usuários impõe a necessidade de redesenhar os modelos tradicionais de atendimento. O modelo focado apenas na média e alta complexidade hospitalar dá lugar à busca por abordagens preditivas, coordenadas e apoiadas em ferramentas digitais.
A integração do ecossistema por meio de telessaúde, monitoramento remoto de pacientes crônicos e interoperabilidade de prontuários surge como o caminho mais eficiente para garantir longitudinalidade no cuidado e segurança assistencial para a população idosa.
