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Reprodução Assistida no AM: Clínicas são suspensas por falhas graves

Anvisa e vigilâncias sanitárias de Manaus e Amazonas constataram que os estabelecimentos não têm licenciamento sanitário.

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Publicada em 17 de junho, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Reprodução Assistida no AM: Clínicas são suspensas por falhas graves
Agência Nacional de Vigilância Sanitária - AnvisaANVISA

Imagine que você vai fazer um bolo e descobre que o forno não foi inspecionado e os ingredientes não têm validade clara. É mais ou menos essa a situação encontrada pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias de Manaus e do Amazonas em dois serviços de reprodução humana assistida na capital. A Clínica Fêmina e o La Vitta Centro de Reprodução Humana do Amazonas tiveram suas atividades de reprodução suspensas após uma fiscalização que apontou irregularidades sérias.

Na Clínica Fêmina, a confusão era grande: o local realizava procedimentos como triagem clínica, obtenção de consentimento, seleção de doadores e decisões sobre congelamento de embriões, mas não tinha a licença sanitária para isso. Essa autorização é como o selo de qualidade que garante que o lugar tem a estrutura, os profissionais e os procedimentos corretos para que tudo corra bem e com segurança para pacientes, doadores e o material biológico.

Já no La Vitta, a coisa foi ainda mais longe. Além da falta de licença sanitária, o responsável técnico estava com o registro vencido. Para piorar, o projeto de arquitetura do local não era aprovado pela vigilância, e o armazenamento de medicamentos estava uma bagunça, sem controle ou supervisão farmacêutica. Pior ainda, encontraram pragas no laboratório de fertilização in vitro, algo inaceitável para um ambiente que lida com embriões e células reprodutivas.

As falhas não pararam por aí. A triagem de doadoras de óvulos não incluía exames essenciais para doenças como HIV e hepatites, nem testes genéticos. Os termos de consentimento, que deveriam garantir que todos estivessem bem informados, estavam mal feitos. E o monitoramento dos embriões congelados era falho, com condições de armazenamento abaixo do ideal, comprometendo a viabilidade desse material tão precioso.

O que muda na prática:

  • Suspensão das atividades: Ambas as clínicas não podem mais realizar procedimentos de reprodução humana assistida até que todas as pendências sejam resolvidas e a vigilância sanitária autorize.
  • Risco à segurança: A falta de licenciamento e os procedimentos inadequados colocam em risco a saúde de pacientes e doadores, além da integridade do material genético.
  • Acompanhamento: Anvisa e vigilâncias locais continuam de olho para garantir que a população tenha acesso a serviços seguros e de qualidade.

Essas descobertas mostram a importância da fiscalização. É o que garante que, na hora de realizar o sonho de ter um filho, tudo seja feito da maneira mais segura e correta possível, sem surpresas desagradáveis como um forno sem inspeção ou ingredientes vencidos.

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