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Auriculoterapia no SUS: Paraná descentraliza formação e acelera acesso municipal

Com a Sesa assumindo aulas práticas e gestão das turmas, a oferta de auriculoterapia na rede pública ganha novo fôlego e tende a chegar mais rápido na ponta.

Publicada em 28 de maio, 2026.

Atualizada em 8 de julho, às 18:00.

Auriculoterapia no SUS: Paraná descentraliza formação e acelera acesso municipal
Secretaria da Saúde

Se você já pensou em “qual terapia cabe no dia a dia da unidade de saúde”, o Paraná tem uma resposta em forma de mudança de rota: o Estado descentralizou a formação de auriculoterapia para profissionais da Atenção Básica. Na prática, a ideia é levar mais gente treinada para aplicar a técnica onde o usuário já está, dentro do SUS.

A transição saiu de um modelo anterior organizado por polos nacionais geridos pela universidade. Com a evolução do projeto, o Paraná passou por transferência de tecnologia, que incluiu a absorção de materiais didáticos e a capacitação de facilitadores estaduais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A partir daí, a Sesa passou a ministrar aulas práticas e a gerenciar as turmas, ajustando o curso às realidades e demandas regionais.

O que a auriculoterapia tem a ver com isso? É uma técnica de estimulação de pontos específicos da orelha para promover o equilíbrio físico, emocional e energético. No SUS, ela é usada no manejo de dores crônicas, ansiedade, estresse e insônia, além de ações ligadas à saúde mental.

Pensa como quem monta uma estante: antes, o suporte vinha pronto e era montado longe. Agora, a estrutura ganha montagem local. Assim, a rede se organiza para colocar a terapia em funcionamento com mais continuidade, sem depender de um “centro” para tudo.

O que muda na prática

A Sesa aponta que a descentralização faz parte da educação permanente e dá celeridade à ampliação do acesso a terapias complementares.

Os números ajudam a ver o ritmo. Em 2019, as unidades de saúde do Paraná registraram 24.709 procedimentos de auriculoterapia. Em 2025, o volume subiu para 32.788 sessões, o que representa 33% a mais na oferta do serviço na rede pública do Estado.

  • Formação sob gestão local: Sesa ministra as aulas práticas e gerencia as turmas
  • Atratividade e planejamento: edital publicado em 27 de março de 2026 ofertou 250 vagas, com cerca de 400 inscrições e lista de espera
  • Carga horária do curso: 80 horas, com 75 em ambiente virtual e 5 presenciais
  • Quando a prática acontece: etapa presencial desta turma entre 28 e 29 de maio

O edital selecionou profissionais de nível superior da Atenção Básica de todas as Regiões de Saúde. O curso tem duas etapas: a teórica (em ambiente virtual) aborda fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa, Biomedicina, Reflexologia e protocolos clínicos; a prática (presencial) ocorre em parceria com a Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP). Ao finalizar, os profissionais ficam aptos a aplicar a técnica nas próprias unidades.

E daí pra mim? Se a formação passa a acontecer com coordenação local e com foco na realidade da Atenção Básica, a chance de o cuidado integrativo ganhar mais espaço na rotina do SUS aumenta — especialmente para quem procura manejo de sintomas como dor crônica, ansiedade e insônia.

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