Política & Gestão

Mortalidade materna cai no Tocantins após reforço em consultas e planejamento

Queda nos óbitos em 2025 e 2026 consolida o avanço do atendimento materno-infantil na rede pública tocantinense.

Publicada em 28 de maio, 2026.

Atualizada em 4 de setembro, às 16:00.

Mortalidade materna cai no Tocantins após reforço em consultas e planejamento
Secretaria da Saúde - SAUDE-TO

Gerar uma vida é uma das jornadas mais intensas e bonitas que existem. Na prática, passar pela gestação sem o suporte médico correto é como tentar fazer um salto de trapézio em um circo sem uma rede de proteção lá embaixo. Qualquer deslize no meio do caminho pode ser fatal.

Para evitar acidentes graves nessa trajetória, o Tocantins registrou uma queda consistente nos índices de óbitos de mães e bebês em 2025 e 2026. Os indicadores apontam avanços reais no atendimento prestado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), que vem costurando uma rede de segurança bem mais firme.

O Ministério da Saúde define a mortalidade materna como a morte da mulher durante a gestação ou até 42 dias após o parto por complicações da gravidez. O ponto-chave é que a maior parte dessas perdas pode ser evitada se o pré-natal (acompanhamento médico antes do parto) e o pós-parto funcionarem sem falhas.

O que muda na prática

Para garantir que essa rede funcione do início ao fim, o governo estadual investe em treinamento constante e projetos que blindam a saúde feminina. O resultado prático é um atendimento mais rápido e humanizado nos hospitais e postos de saúde.

  • Planejamento familiar: Os projetos Vidas Planejadas e ImplanTO capacitam médicos e enfermeiros para a inserção de DIU (dispositivo intrauterino) e implantes subdérmicos (anticoncepcionais sob a pele).
  • Prevenção de riscos: A rede promove mutirões de consultas de alto risco e treinamentos intensivos para as equipes de saúde, como a estratégia Zero Morte por Hemorragia e o curso Juntos pela Vida Materna.
  • Cuidado especializado: Profissionais são treinados no Projeto Afeto (manejo clínico da doença falciforme, que é uma alteração genética nos glóbulos vermelhos), no combate à sífilis e em técnicas de reanimação neonatal (suporte de vida ao recém-nascido).

A presidente do Comitê Estadual de Prevenção de Óbito Materno, Fetal e Infantil (CEPOMFI), Raquel Marques, reforça que cada mulher tem o direito de vivenciar a maternidade com segurança e dignidade. A queda nos índices mostra que o esforço integrado das equipes de saúde está funcionando.

No fim das contas, uma rede de proteção mais forte significa que as famílias tocantinenses podem encarar a chegada de um bebê com muito mais tranquilidade e a certeza de que há amparo especializado a cada passo.

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