Inovação & Tecnologia

Energia solar no Semiárido: R$ 34 milhões para virar tecnologia de verdade

Com investimento do FNDCT, o Insa inaugura o CTERSA e acelera projetos aplicados para a transição energética no território

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Publicada em 20 de junho, 2026.

Atualizada em 28 de junho, às 08:07.

Energia solar no Semiárido: R$ 34 milhões para virar tecnologia de verdade
Ministério da Ciência, Tecnologia e InovaçãoMCTI

No Semiárido, o sol já entrega energia todos os dias. A diferença agora é transformar esse potencial em tecnologia com laboratório, equipe e projeto bem amarrado. É isso que o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), na Paraíba, faz ao inaugurar o Centro de Tecnologia em Energias Renováveis do Semiárido (CTERSA), nesta sexta-feira (19).

A iniciativa recebeu R$ 34 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), executado via Finep. Na prática, o centro funciona como uma “oficina” para inovação: em vez de cada pesquisa ficar isolada, ele organiza estrutura e pessoas para reduzir o caminho entre o que é estudado e o que vira solução para a região.

O CTERSA foi construído com 2.205 m² e organiza o trabalho entre áreas administrativas e laboratórios especializados. A operação se divide em cinco frentes, para concentrar esforços onde há maior chance de avanço aplicado: energia solar, energia eólica, biomassa, biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão de carbono. (Hidrogênio de baixa emissão de carbono é a forma de produzir e usar o gás com foco em reduzir emissões associadas.)

O centro também abre espaço para temas que atravessam as frentes principais, como dessalinização (processo para remover sal da água), automação de processos (uso de sistemas para conduzir etapas com menos intervenção humana) e economia circular (reaproveitamento de materiais para reduzir desperdício).

Além disso, o CTERSA inclui captura de carbono (tecnologia para retirar carbono do ambiente ou de processos industriais) e gestão inteligente de energia (controle e otimização do uso de energia). Ou seja: a proposta é manter a pesquisa aplicada e o desenvolvimento tecnológico andando juntos, com foco no que faz sentido para as condições do Semiárido.

O que muda na prática

Quando existe infraestrutura e time no mesmo território, fica mais fácil converter demandas locais em projetos. Isso vale tanto para a universidade quanto para o setor produtivo: parceiros trabalham mais próximos para enfrentar desafios reais, em vez de deixar a ideia travar no caminho.

  • Foco: energias renováveis com cinco frentes estratégicas
  • Estrutura: 2.205 m² entre administração e laboratórios especializados
  • Integração: hub para conectar o ecossistema científico ao setor produtivo
  • Temas transversais: dessalinização, automação, economia circular, captura de carbono e gestão inteligente de energia

Na solenidade, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, tratou a inauguração como um marco para colocar o Semiárido na agenda da transição energética. O centro também se articula com a Agenda Estratégica para 2032, do MCTI, que reúne mais de 300 ações ligadas ao desenvolvimento de energia solar, eólica, biomassa e hidrogênio de baixo carbono.

E daí pra mim? Se o centro conseguir manter laboratório, gente e integração em ritmo constante, a chance de sair do papel e virar tecnologia com uso prático fica maior no cotidiano da região.

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