Cirurgias pelo SUS no Piauí: 84 procedimentos até 28 movimentam a fila
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 10 de julho, às 18:01.
Quem acompanha a fila de cirurgia eletiva (aquela marcada por prioridade clínica, sem urgência imediata) sabe que a espera vai pesando no dia a dia. Na prática, o Piauí entra nesta semana numa mobilização do Programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, para ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias especializadas no SUS.
O objetivo no estado é cumprir 84 procedimentos cirúrgicos até o próximo domingo (28). A execução acontece em hospitais e clínicas privadas credenciadas, com a articulação voltada a reduzir o tempo de espera de pacientes atendidos pela regulação.
O desenho do programa foi explicado na mobilização local. Segundo Anderson Dantas, diretor de Organização e Descentralização de Unidades Hospitalares da Sesapi, a equipe do Ministério da Saúde está acompanhando o andamento. A lógica é encaminhar parte da fila para hospitais parceiros, enquanto unidades públicas podem concentrar procedimentos de maior complexidade.
Nesta semana, a divisão prevista no Piauí é clara: serão 60 cirurgias de cirurgia geral e 24 de cirurgias ortopédicas. Pense nisso como um trabalho organizado em “frentes” na obra: quando cada equipe fica com o tipo de etapa em que tem mais estrutura, o andamento não trava.
O que muda na prática
A ampliação ocorre por parceria entre o SUS e prestadores privados, apoiada por um mecanismo de créditos financeiros citado pela pasta federal. A coordenadora-geral de Apoio à Expansão e Qualificação da Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Amana Santana de Jesus, destacou que existem 46 prestadores em 20 estados e que a previsão é chegar a cerca de 16 mil procedimentos no país.
- Público-alvo: pacientes do SUS com cirurgias eletivas em espera
- Meta no Piauí: 84 procedimentos até 28 em hospitais e clínicas credenciadas
- Distribuição local: 60 de cirurgia geral e 24 de ortopedia
- Escala nacional: atuação em 20 estados, com previsão de ~16 mil procedimentos
Na ponta, a mobilização tem rosto e rotina. A estudante Joyce Aparecida, de 16 anos, moradora de Paulistana, espera por uma colecistectomia (cirurgia para retirada da vesícula biliar). Ela contou que aguarda o procedimento há algum tempo por ter cardiopatia e precisar passar por avaliações com diferentes especialistas.
O caso de Natalício Castro Furtado, de Morro do Chapéu do Piauí, também ilustra a mudança. Ele aguarda cirurgia ortopédica depois de uma lesão em partida de futebol e relatou surpresa com a rapidez do chamado.
Entre os procedimentos citados na mobilização estão colecistectomias, correções de hérnia inguinal, reconstruções de ligamento cruzado anterior (LCA) e implantes de próteses de joelho e quadril.
Ou seja: é mais gente saindo da etapa de esperar na regulação para entrar no cuidado de verdade — e daí pra mim? Para quem está na fila, esse tipo de chamada costuma ser o começo do “agora vai”.

