Política & Gestão

Saúde no Paraná: R$ 202,1 milhões para exames e consultas em 399 municípios

Depósito previsto para sexta-feira (26) leva **R$ 202,1 milhões** do fundo estadual ao municipal, com prioridade para quem aguarda exames e encaminhamentos no SUS.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 12 de julho, às 04:01.

Saúde no Paraná: R$ 202,1 milhões para exames e consultas em 399 municípios
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Quando a pessoa precisa de um diagnóstico, o relógio pesa. Nesta quinta-feira (25), o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou o repasse de R$ 202,1 milhões para ampliar o atendimento especializado do Sistema Único de Saúde (SUS) em 399 municípios do Paraná.

Na prática, a proposta é dar cadência ao caminho que costuma travar: uma “esteira” onde cada etapa anda junto. Aqui, a ideia é que consultas especializadas, exames diagnósticos e encaminhamentos sigam no mesmo ritmo, para quem precisa de resposta não ficar aguardando a próxima peça da fila.

O repasse foi definido com parcela única, feito de maneira automática do Fundo Estadual de Saúde para os Fundos Municipais de Saúde, com programação para depósito já nesta sexta-feira (26).

O critério de divisão é per capita (por habitante): R$ 17 para cada pessoa, usando a estimativa populacional de 2025 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A relação por município aparece na Resolução nº 746/2026.

O que muda na prática

  • Rótulo: prioridade para quem espera diagnóstico: valor. A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) orienta os municípios a focarem pacientes que aguardam procedimentos diagnósticos, com ênfase em quem precisa de exames para confirmação de diagnóstico, avaliação pré-operatória ou encaminhamento para cirurgias eletivas.

  • Rótulo: foco em média complexidade ambulatorial: valor. A estratégia busca reduzir gargalos e acelerar diagnósticos e encaminhamentos em todas as regiões do estado.

  • Rótulo: como é calculado o repasse: valor. A distribuição segue proporcionalidade à população, com R$ 17 por habitante em cada município.

  • Rótulo: o que pode e o que não pode: valor. O dinheiro não deve ser usado para despesas administrativas, pagamento de pessoal ou para investimentos em obras e equipamentos.

Entre os maiores valores citados, estão Curitiba (R$ 31,1 milhões), Londrina (R$ 9,9 milhões), Maringá (R$ 7,3 milhões), Ponta Grossa (R$ 6,4 milhões), Cascavel (R$ 6,3 milhões) e Foz do Iguaçu (R$ 5,1 milhões).

A conta também inclui municípios menores, como Jardim Olinda (R$ 22,9 mil), Nova Aliança do Ivaí (R$ 22,5 mil), Esperança Nova (R$ 31,5 mil) e Guaporema (R$ 37,6 mil).

Ou seja: o Estado transfere agora para a ponta executar, com prioridade para quem está esperando exames e encaminhamentos. Se a “esteira” do diagnóstico destravar, o resultado aparece no cotidiano como menos espera para avançar no cuidado — e daí pra mim?.

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