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Doação de leite humano: fórum na Santa Casa Pará quer ampliar rede

O evento apresentou as ações para construir uma rede que integre iniciativas do estado e do município em prol do aleitamento materno e da doação de leite humano.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 9 de julho, às 22:00.

Doação de leite humano: fórum na Santa Casa Pará quer ampliar rede
Foto: divulgação

Quem já passou pelo pré-natal sabe: planejar cedo muda tudo. Com a doação de leite humano não é diferente, porque a rede precisa estar organizada antes de o bebê chegar e, junto, surgir a chance de uma mãe se tornar doadora.

Nesta terça-feira, 26, gestores e profissionais de saúde se reuniram no Fórum de Doação de Leite Humano, na Santa Casa do Pará. O objetivo foi discutir como fortalecer uma rede de apoio ao aleitamento materno e à doação, integrando o que acontece no estado e no município.

Na conversa, Carlos Jefferson Souza, assessor da diretoria técnico operacional da Santa Casa, resumiu a prioridade: aproximar as esferas de governo para atuar “em diversos pontos”. O ponto central é fazer a conscientização chegar à gestante, começando no cuidado inicial e seguindo até o momento do bebê.

O fórum também colocou números do cenário brasileiro na mesa: o país tem 239 Bancos de Leite e 261 Postos de Coleta, com 197 mil mães solidárias e 236 mil bebês receptores.

A coordenadora do Banco de Leite Humano da Santa Casa, Cynara Souza, ajudou a dar sentido a esses dados ao explicar o impacto da doação na sobrevivência e na recuperação neonatal. Ou seja: ampliar o acesso ao leite humano é especialmente importante para prematuros e bebês de baixo peso, que precisam desse alimento no início da vida.

Para entender a lógica sem complicar, pense em montar a cozinha antes do jantar. Não basta ter utensílios: tem de haver organização para que a “despensa” esteja pronta quando a hora chegar. Educação, parcerias e equipes treinadas entram justamente como essa base para o fluxo funcionar.

O que muda na prática

  • Público-alvo: gestantes atendidas na linha de cuidado, com orientação para se candidatar à doação após o nascimento
  • Eficácia: ampliação da rede para que bebês prematuros e de baixo peso tenham acesso ao alimento considerado mais seguro no início da vida
  • Como chega: educação desde o pré-natal e fortalecimento das equipes envolvidas na coleta
  • Manutenção do estoque: sensibilização das possíveis doadoras com apoio dos Agentes Comunitários de Saúde

O tema “alimentação do bebê com leite humano como garantia de direitos” também foi debatido por participantes, incluindo Juliane Menezes, secretária da primeira infância de Belém. Ela citou que o pré-natal com “sete consultas mínimas” pode apoiar a segurança alimentar e o desenvolvimento, e que os Agentes Comunitários de Saúde ajudam a manter o estoque disponível.

O fórum faz parte da Semana Nacional de Doação de Leite Humano, organizada pela Secretaria de Saúde do Estado em parceria com a Santa Casa.

E daí pra mim? Na quarta-feira, 27, o Banco de Leite da Santa Casa vai montar uma Estação Prática na praça interna para orientar usuários e servidores sobre doação e cadastro de doadoras. A discussão sai do auditório e vira orientação no dia a dia.

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