São João no Hospital Regional de Juazeiro: música e acolhimento aos pacientes
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 17 de julho, às 02:00.
Internação costuma ser um daqueles períodos que parecem longos demais. No Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), a equipe puxou o freio dessa rotina com uma programação de São João pensada para trazer acolhimento, conforto e alegria para quem está internado durante o período junino.
O evento que marca essa iniciativa é o Arraiá do HRJ, promovido nesta sexta-feira (19). A festa aconteceu com apresentações musicais, personagens característicos das quadrilhas juninas, comidas típicas e público usando figurinos padronizados. A ideia foi reunir pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e estudantes em um momento de integração e descontração.
A música foi um dos pontos centrais da programação. Quem animou o hospital foram Matheus do Acordeom, Elisson Castro e a banda Trio Xote do Vale, levando clássicos do repertório junino para espalhar a energia da festa dentro da unidade.
Na prática, a ação entra no pacote de humanização do complexo hospitalar. O objetivo é proporcionar bem-estar emocional para quem está enfrentando a internação ou aguardando atendimento, sem perder de vista o caráter de celebração cultural. Ou seja: o São João vira um jeito de deixar o ambiente hospitalar mais leve.
O que muda na prática
Pensa na visita como quem chega na porta de uma casa com cheiro de comida e música tocando baixinho: não resolve o tratamento, mas ajuda a manter o coração no lugar. É nessa direção que a iniciativa foi descrita pela equipe.
- Público-alvo: pacientes internados e acompanhantes
- Como atua: estímulo de bem-estar emocional durante a internação ou espera
- Ferramenta central: apresentações musicais (com repertório junino)
- Objetivo do evento: acolhimento e descontração no ambiente do hospital
Um exemplo citado na matéria é Almir Santos, paciente oncológico, que ficou cerca de 17 dias internado no HRJ. Nesta edição, ele voltou para participar da ação e contou o impacto emocional de ver a iniciativa chegar a quem está passando pelo mesmo momento.
“É gratificante poder voltar aqui e proporcionar um momento de alegria para quem está internado. Ao ver as lágrimas e a animação de cada um, eu também me emociono e chego a chorar”, disse. Ele completou dizendo que a equipe merece reconhecimento pela iniciativa.
A médica oncologista do HRJ e uma das organizadoras, Franciele Santana, reforçou o papel da música no cuidado. Segundo ela, a música funciona como “um remédio para a alma”, ajudando a despertar emoções, trazer boas lembranças e proporcionar momentos de alegria durante internação e tratamento.
E daí pra mim? Se você está do outro lado, como paciente, acompanhante ou profissional, essa é uma lembrança concreta de que cuidado também é acolher o momento emocional de quem precisa estar no hospital.

