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Vape no Brasil: aumento entre jovens acende alerta e muda prioridades

Dados de Vigitel e PeNSE apresentados na SES-RJ indicam aumento entre jovens e adolescentes, exigindo reforço de prevenção, fiscalização e rede de atendimento para cessação do tabagismo

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Publicada em 18 de junho, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Vape no Brasil: aumento entre jovens acende alerta e muda prioridades
SES-RJSES-RJ

O controle do tabaco ganha um novo tipo de “porta de entrada”. Se antes o foco era o cigarro, agora o vape aparece cedo na rotina de adolescentes e jovens, e o esforço precisa mudar para prevenção e fiscalização com mais clareza.

Na quarta-feira (17/6), representantes de Vietnã e Indonésia participaram de um encontro na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). A conversa fez parte da iniciativa Cidades Livres do Fumo, da Campanha para Crianças Livres do Tabaco e do Bloomberg Cities Ideas Exchange (BCIE), com apoio da ACT Promoção da Saúde.

O alerta foi puxado por monitoramentos. Pelo Vigitel, que acompanha o uso de dispositivos eletrônicos desde 2019, o percentual entre jovens de 18 a 24 anos saiu de 7,4% (2019) para 10,1% (2024).

Entre adolescentes, a idade de entrada também chama atenção. A pesquisa PeNSE, do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, aponta que 29,6% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram cigarros eletrônicos. Quando o recorte é “uso recente”, 26,3% disseram ter usado nos últimos 30 dias. Por gênero, a experimentação aparece maior entre meninas (31,7%) do que entre meninos (27,4%).

Ou seja: prevenir precisa acompanhar o ritmo dessa troca. Na prática, é como trocar a fechadura antes da “segunda chave” aparecer. Se o problema mudou de ponto de entrada, esperar para agir com o mesmo plano antigo deixa a próxima onda passar.

O que muda na prática

  • Público que chama a atenção: jovens de 18 a 24 anos e estudantes de 13 a 17 anos
  • Evidência do avanço: 10,1% em 2024 no Vigitel e 29,6% na PeNSE
  • Ação no território: educação em escolas e municípios com a A Visa na Escola, com adesão de 20 municípios
  • Resposta do sistema: ampliação do foco para cessação e acompanhamento, com 769 unidades habilitadas

A reorganização da rede foi apresentada por Silvia Carvalho, subsecretária de Vigilância e Atenção Primária à Saúde. Segundo ela, a estrutura procura atender tanto quem busca parar de fumar quanto pessoas com sequelas do tabagismo que precisam de acompanhamento especializado.

Na agenda educativa, Helen Keller falou da abordagem nas escolas. Sandra Helena Costa citou a existência de legislação do Rio voltada a ambientes livres de fumaça e destacou que o vape entrou no cenário atual, inclusive com relação ao comércio ilegal.

Para dimensionar a dimensão do movimento, um levantamento da Polícia Federal indica que apreensões de dispositivos eletrônicos passaram de 23 mil unidades (2019) para mais de 1,1 milhão (2023), chegando a mais de 2 milhões (2024).

O fechamento fica simples no “e daí pra mim?”: o controle do tabaco deixa de ser só um assunto de cigarro e passa a exigir prevenção voltada à juventude, fiscalização do comércio irregular e atendimento para quem precisa de suporte para parar.

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