Cuidados paliativos na Paraíba: o serviço municipal que chega até em casa
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Quando a doença começa a revirar a rotina da família, o que costuma faltar é um cuidado que traga alívio e sustentação, junto com procedimentos médicos. Na Paraíba, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém um serviço pensado justamente para esse momento: os Cuidados Paliativos pela Eququipe Assistencial de Atenção aos Cuidados Paliativos (EAACP), único do tipo em funcionamento no estado.
Pensa na EAACP como um “cobertor de cuidado” dentro da rede: ele não elimina a doença, mas reduz o frio do sofrimento e deixa a pessoa mais confortável enquanto a vida segue seu curso. É um acompanhamento multiprofissional que olha para o paciente e para quem está por perto.
A equipe atende pessoas com doenças graves, progressivas ou ameaçadoras da vida. O trabalho é guiado por avaliações contínuas, que vão ajustando um plano terapêutico (um roteiro de cuidados definido pela equipe, junto com paciente e família, conforme as necessidades). O ponto-chave é manter conforto e dignidade, com respeito à autonomia do paciente e às possibilidades clínicas.
Hoje, a atuação acontece no Hospital Municipal Santa Isabel e também pelo Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD). Ou seja: além do cuidado dentro do hospital, existe assistência especializada acompanhando o paciente em casa, ajudando a manter a continuidade do cuidado.
O que muda na prática
Na prática, cuidados paliativos não entram como “encerramento” do cuidado. A proposta é melhorar a qualidade de vida, reduzir sofrimento e controlar sintomas, com acompanhamento humanizado ao longo das fases do adoecimento. A equipe também trabalha com apoio emocional e orientação familiar, além de ações voltadas ao controle da dor e de sintomas físicos.
Para colocar isso no papel do dia a dia, a EAACP atua com suporte que inclui assistência social e acompanhamento medicamentoso.
- Público-alvo: pessoas com doenças graves, progressivas ou ameaçadoras da vida
- Como é feito: avaliações contínuas e plano terapêutico construído com paciente e família
- Onde acontece: Hospital Municipal Santa Isabel e atendimento via SAD
- O que a equipe cobre: controle da dor e sintomas, apoio emocional e orientação familiar
Além do atendimento direto, a equipe realiza capacitações técnicas para profissionais das unidades hospitalares vinculadas ao serviço. A ideia é apoiar a identificação do perfil de pacientes elegíveis e fortalecer estratégias de assistência humanizada. Também existe busca ativa nesses serviços para incluir quem pode se beneficiar do acompanhamento.
Segundo a coordenadora geral do serviço, Lívia Thais, a implantação é um avanço para a rede pública municipal por buscar uma assistência integral, digna e contínua, com acolhimento e conforto.
E daí pra mim? Se a sua rotina está atravessada por uma doença pesada, os cuidados paliativos aparecem como um caminho organizado para cuidar do conforto, dos sintomas e da família, com acompanhamento contínuo dentro da rede.
