Bem-Estar

Forró de Dorgival Dantas no Boa Vista Junina: 65 mil dançando tradições

A apresentação de Dorgival Dantas no Boa Vista Junina, com 65 mil pessoas, reforça o repertório “atemporal” que conversa com diferentes idades e famílias.

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 18 de julho, às 10:00.

Forró de Dorgival Dantas no Boa Vista Junina: 65 mil dançando tradições
O Poeta do Forró, como é conhecido, celebra mais de 40 anos de carreira

Quando chega junho, o pé de serra costuma chamar mais gente do que promessa de chegada: o ritmo ocupa a cidade. Nesta quarta-feira, 17, Dorgival Dantas voltou ao palco do Maior Arraial da Amazônia no Boa Vista Junina, em Boa Vista, e levou um público de 65 mil pessoas ao clima de tradição, com clássicos que atravessam gerações.

O cantor e compositor, conhecido como O Poeta do Forró, retomou o reencontro com o público onze anos depois da primeira apresentação no evento. Para ele, voltar à capital foi motivo de alegria, e Dorgival destacou a simplicidade e a autenticidade que encontrou desde a primeira passagem.

“Aqui é muito belo, tudo simples, puro e bem natural. A gente sente uma sensação boa e torce para que isso seja preservado”, disse, completando o desejo de que Boa Vista mantenha essa “vista boa” e que ele tenha oportunidades de retornar.

Na prática, é como cozinhar uma receita de família: o ingrediente principal está ali, reconhecível, mas cada reencontro traz um cheirinho novo. No caso, o que sustenta a festa é o repertório de canções lembradas por quem já cresceu ouvindo — e repetidas por quem está chegando agora.

O que muda na prática

O show reforçou a característica que marca o Boa Vista Junina: músicas com longa vida, que falam com crianças, adultos e diferentes idades ao mesmo tempo. O presidente da Fetec (Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura), Dyego Monnzaho, apontou que a participação do artista conversa com o espírito das festas juninas por meio de um repertório “atemporal” e sincero.

Para quem foi, a rotina foi de música o tempo todo, com a plateia cantando do começo ao fim, acompanhando o ritmo e as canções tradicionais citadas na programação. Dorgival incluiu no repertório “Coração”, “Destá”, “Primeiro Passo”, “Tarde Demais”, “Você Não Vale Nada” e “Valeu”.

O efeito aparece em relatos de famílias que levaram o forró para dentro de casa. A paraibana Catarina Simões, por exemplo, contou que apresentou o gênero à filha Mariana, nascida em Roraima, dizendo que foi por meio dela que a menina conheceu o forró.

Já Marilene Nogueira, natural do Ceará e morando em Boa Vista há mais de 23 anos, reuniu o marido, as enteadas e o cunhado para assistir ao cantor ao vivo pela primeira vez. Mesmo conhecendo as músicas “há muitos anos”, ela destacou a felicidade do encontro pessoal.

E a empresária Bárbara Mendes também falou da tradição de acompanhar o Boa Vista Junina todos os anos, afirmando que, para quem tem raízes nordestinas, o forró faz parte da história.

  • Público: 65 mil pessoas no Maior Arraial da Amazônia
  • Retorno ao evento: onze anos após a primeira apresentação
  • Repertório citado: clássicos como “Coração” e “Valeu”
  • Conexão cultural: repertório “atemporal” apontado pela Fetec

No fim, é isso que fica na memória: junho vira encontro, conversa cantada e continuidade de tradição. O forró chega, todo mundo junto, e aí não tem como voltar pra casa só ouvindo o rádio.

Esporte
Banner

Mais notícias