Bem-Estar

Transparência climática: DataClima+ organiza dados do Brasil e melhora decisões

Projeto lançado pelo MCTI será responsável por construir e engajar principais instituições brasileiras no desenvolvimento do Sistema Nacional de Transparência Climática

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Publicada em 25 de junho, 2026.

Atualizada em 14 de julho, às 08:01.

Transparência climática: DataClima+ organiza dados do Brasil e melhora decisões
Ministério da Ciência, Tecnologia e InovaçãoMCTI

Transparência climática parece tema de relatório, mas cai direto na rotina: quando o país mede e registra o clima com consistência, fica mais fácil tomar decisões em política pública com base em evidências. É aí que entra o DataClima+, projeto lançado pelo MCTI para estruturar e institucionalizar a governança de dados do sistema nacional de transparência climática.

O ponto central do DataClima+ é fazer o “rastreamento” dos dados climáticos funcionar de um jeito que dê para usar na prática. Na prática, o objetivo é aprimorar a mensuração, o rastreamento e o reporte de dados climáticos, com um sistema descrito como robusto, consistente e eficiente. Também é previsto que a iniciativa subsidie a formulação de políticas nacionais climáticas.

Se você precisar de uma imagem para entender: pense no DataClima+ como um “armário inteligente” que organiza documentos por assunto, origem e status. Sem isso, cada área fica com seus próprios papéis e a procura vira caos. Com a organização, o Brasil consegue produzir e utilizar informações climáticas com mais confiabilidade e acessibilidade.

O projeto ainda se conecta a compromissos internacionais do Brasil ligados à Estrutura de Transparência Aprimorada, no artigo 13 do Acordo de Paris, e às MPGs (Modalidades, Procedimentos e Diretrizes).

O que muda na prática

O DataClima+ é descrito como um sistema modular integrado, com três camadas: tecnologia, governança e capacitação.

Na tecnologia, o plano inclui módulos para Mitigação, Adaptação, Políticas públicas, Acompanhamento da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) e Meios de Implementação. A estrutura também deve atualizar e integrar sistemas existentes como Adapta Brasil, SIRENE, SIRENE Organizacionais e SINAPSE.

Na governança, a proposta é estabelecer políticas, papéis e procedimentos com foco em qualidade, consistência, segurança e acessibilidade dos dados. O caminho também passa por facilitar a interoperabilidade (quando sistemas conseguem “conversar” entre si).

No lado das pessoas, há a meta de capacitar mais de 600 profissionais para gestão e uso de dados climáticos.

  • Foco: aprimorar mensuração, rastreamento e reporte de dados climáticos
  • Execução: PNUMA (agência implementadora), Funbio (apoio de execução) e RNP (desenvolvimento e sustentação)
  • Prazo: de agosto de 2024 até agosto de 2028
  • Instituições envolvidas: 23 ministérios do CIM, além de Inpe, IBGE e Embrapa

E para colocar isso em movimento, o texto informa cooperação técnica internacional de U$ 3,8 milhões (cerca de R$ 20 milhões pelo câmbio atual) via CBIT (Iniciativa para Construção de Capacidades para Transparência), da GEF (Fundo Global do Meio Ambiente).

E daí pra mim? Se você depende de decisões públicas relacionadas ao clima, a tendência é que chegue mais lastro: dados melhor organizados, processos mais claros e uma base técnica para sustentar a transparência climática com menos ruído.

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