Inovação & Tecnologia

Tecnologia para mulheres vítimas de violência: parceria de 24 meses destrava caminhos

Protocolo de intenções assinado com IMP e IFCE, com **vigência de 24 meses**, prepara ações futuras de qualificação tecnológica e autonomia econômica para mulheres vítimas.

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Publicada em 29 de junho, 2026.

Atualizada em 11 de agosto, às 19:19.

Tecnologia para mulheres vítimas de violência: parceria de 24 meses destrava caminhos
Ministério da Ciência, Tecnologia e InovaçãoMCTI

Quando a violência doméstica vira rotina, o “recomeço” costuma esbarrar em duas coisas bem práticas: dinheiro e um plano de crescimento. Ou seja, não basta sair do ciclo, é preciso construir alternativas para seguir em frente. Na prática, é isso que o MCTI tenta organizar ao lado de instituições com experiência direta no tema.

Na quinta-feira (28), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinou um protocolo de intenções com o Instituto Maria da Penha (IMP) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE). O objetivo é criar uma base de cooperação para apoiar mulheres vítimas de violência doméstica e familiar com inclusão produtiva e formação em tecnologia.

Pensa numa receita: antes de ir ao fogão, você separa os ingredientes e ajusta a ordem do preparo. O protocolo funciona como essa etapa de “mise en place”, para que as iniciativas futuras tenham direção e encaixe.

O documento menciona que a cooperação pode considerar formação em competências digitais (habilidades para usar ferramentas e serviços digitais), além de temas como tecnologia da informação, inteligência artificial, inovação social, empreendedorismo e inserção produtiva.

A ideia também cita a possibilidade de apoiar a estruturação do Programa Resgata Digital, voltado à capacitação tecnológica com foco em fortalecer a autonomia financeira desse público.

A ministra Luciana Santos conecta a discussão: pesquisa sobre a inserção de mulheres vítimas no mercado de trabalho com programas de capacitação tecnológica apoiados pela Lei de Informática (mecanismo usado para incentivar o desenvolvimento e a produção do setor de tecnologia). O ponto-chave, segundo o protocolo, é a autonomia financeira como caminho para enfrentar o ciclo da violência.

O que muda na prática

Por enquanto, o acordo não é execução de projeto “pronto e entregue”. Ele prevê articulação: compartilhamento de conhecimentos, viabilização de estudos e diagnósticos e conversas técnicas para mapear oportunidades de ações ligadas à inclusão produtiva e ao desenvolvimento de competências tecnológicas.

Na divisão de funções:

  • MCTI: expertise em ciência, tecnologia, inovação, transformação digital e desenvolvimento social
  • IMP: experiência em conscientização, empoderamento e enfrentamento da violência doméstica e familiar
  • IFCE: atuação em educação profissional e tecnológica, pesquisa aplicada, extensão e formação de recursos humanos

O protocolo tem vigência de 24 meses e, segundo o texto, não prevê transferência de recursos financeiros nem execução imediata de projetos. Ou seja: é uma preparação para as próximas etapas de qualificação e oportunidades.

E daí pra mim? Se a sua prioridade é ter um caminho que combine renda com capacitação, o recado é simples: a parceria está sendo organizada para transformar formação em tecnologia em acesso a trabalho e autonomia econômica.

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