Bem-Estar

Sesa realiza 3º Seminário de Saúde Mental Materna nesta sexta no Ceará

Refletir sobre os desafios da maternidade para além da gestação e do puerpério, considerando fatores como violência, vulnerabilidade social, saúde sexual e reprodutiva, luto e diversidade de experiências maternas. Com esse objetivo, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) realizou, nesta sexta-feira (29), na Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), o 3º Seminário de Saúde Mental Materna.

Fonte:
SES Ceará (SESA)

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 19 de junho, às 13:50.

Sesa realiza 3º Seminário de Saúde Mental Materna nesta sexta no Ceará

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) fez, nesta sexta-feira (29), na Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), o 3º Seminário de Saúde Mental Materna. A ideia foi discutir os desafios da maternidade para além da gestação e do puerpério, incluindo violência, vulnerabilidade social, saúde sexual e reprodutiva, luto e diversidade de experiências.

O evento foi organizado pela Secretaria Executiva de Atenção Primária e Políticas de Saúde (Seaps), com apoio da Coordenadoria de Políticas de Saúde Mental (Copom) e da Coordenadoria de Atenção Primária à Saúde (Coaps), em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Na abertura, a coordenadora de Políticas e Gestão do Cuidado da Sesa, Juliana Guimarães Silva, puxou o debate sem romantizar a maternidade. Ela destacou que a sobrecarga do cuidado, as múltiplas jornadas de trabalho e as formas de violência atravessam a experiência das mães e precisam aparecer na organização do cuidado.

A programação também entrou no clima do “Maio Furta-Cor” e reuniu profissionais, pesquisadores, estudantes e gestores de diferentes regiões do estado. Entre os temas, passaram por saúde mental no ciclo gravídico-puerperal, prevenção da violência e perda perinatal, além de oficinas voltadas à qualificação do cuidado na Atenção Primária à Saúde.

A coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Sesa, Thaís Facó, reforçou que saúde mental materna não é responsabilidade só de serviços especializados. Segundo ela, a Atenção Primária ajuda na identificação precoce do sofrimento psíquico e na construção de respostas integrais para mulheres e famílias.

  • A intervenção precoce depende de reconhecer situações no território
  • O foco é ofertar cuidado antes que o sofrimento piore

Outros pontos foram discutidos para ampliar a escuta qualificada dos profissionais e enxergar sofrimentos que muitas vezes ficam invisíveis. A mesa de abertura trouxe reflexões sobre maternidades indígenas, experiências de mães atípicas e vivências de mulheres lésbicas e homens trans que gestam.

O pesquisador e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Uece, Antônio Rodrigues Ferreira Júnior, lembrou que a iniciativa nasceu na universidade e cresceu ao incorporar parceiros como a Sesa e a ESP/CE. Para ele, o seminário interrompe a rotina intensa dos serviços para gerar conhecimento e levar as reflexões aos territórios e ao cotidiano do SUS.

Por que isso é importante

Quando a discussão sai do “apenas gestação e puerpério” e bate de frente com violência e vulnerabilidade, a Atenção Primária ganha orientação mais prática. Na vida real, isso tende a melhorar a identificação precoce do sofrimento e a oferta de cuidado mais completo, especialmente pra quem vive no território e precisa de resposta rápida. E, sim, colocar essas pautas em rede ajuda a reduzir o invisível.

No fim, é uma baita chamada: saúde mental materna não espera o “momento certo” pra ser atendida, né?

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