Conferência de Saúde de Rio Branco: SUS ganha 4 anos de diretrizes
Publicada em 25 de junho, 2026.
Atualizada em 13 de julho, às 14:00.
Se você usa o SUS ou conhece alguém que depende dele, a discussão que acontece em Rio Branco tem impacto direto na vida real: é dali que saem as diretrizes do que a saúde pública do município vai priorizar nos próximos anos. A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde (CMS), abriu nesta quinta-feira (25) a 12ª Conferência Municipal de Saúde, no auditório do Centro Universitário Estácio Unimeta.
A conferência reúne gestores, trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e representantes da sociedade civil. O objetivo é debater propostas e definir caminhos que vão orientar as políticas públicas de saúde de Rio Branco nos próximos quatro anos.
A ideia central aparece no tema do encontro: “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”. Na prática, é como montar o roteiro do ano com base no que a comunidade vive: primeiro escuta, depois organiza as prioridades, e só então decide para onde o serviço público deve ir.
O que foi dito na abertura
Durante a solenidade, o secretário municipal de Saúde e vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, além de presidente da conferência, Rennan Biths, reforçou que o SUS é um patrimônio do povo brasileiro e que a participação popular é parte do aperfeiçoamento dos serviços.
Ele também destacou um ponto que resume a responsabilidade compartilhada: o “paciente” do SUS não pertence a um ente específico. O atendimento envolve integração entre as esferas, para buscar um cuidado mais eficiente e mais humanizado.
O promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Glaucio Ney Shiroma Oshiro, ressaltou o papel das conferências para definir prioridades e fortalecer a participação democrática na construção dos rumos do SUS, citando que o Ministério Público participa para acompanhar as discussões.
Quem participa também leva a visão de quem usa o sistema. O usuário do SUS e representante do Polo Benfica, Cleyton Nogueira, disse que participar é uma forma de apresentar as demandas da população. Já a moradora do bairro Seis de Agosto, Maria Aparecida Cabral dos Santos, afirmou que o evento ajuda a população a entender melhor seus direitos e como o SUS cuida das pessoas.
- Público: usuários, trabalhadores, gestores e sociedade civil
- Foco: debater propostas e definir diretrizes para 4 anos
- Controle social: participação popular para orientar prioridades
- Acompanhamento: atuação do MPAC durante as discussões
O que muda na prática
O efeito mais concreto vem do processo: ao reunir quem planeja e quem vive o SUS, a conferência organiza prioridades para orientar a saúde pública municipal pelos próximos quatro anos. Ou seja, é um momento de decisão coletiva sobre “o que recebe prioridade” e “qual caminho a saúde deve seguir” em Rio Branco.
E daí pra mim? Se o SUS na sua região melhora quando as prioridades ficam claras, a conferência é justamente onde essas prioridades são construídas em voz alta, com participação de quem usa e de quem executa.

