Lula diz que Brasil acompanha crescimento do Suriname em visita de Jennifer Geerlings-Simons

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, em Brasília, a presidenta do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, nesta quinta-feira, 28 de maio. A agenda foi marcada por assinaturas de atos bilaterais e por um novo impulso na aproximação entre os países, que completam 50 anos de relações diplomáticas.
Lula afirmou que o encontro abre espaço pra aproximar duas nações vizinhas ligadas por mais de 600 quilômetros de fronteira e por uma área contínua de floresta tropical. “O Brasil acompanha com entusiasmo o novo ciclo de crescimento do Suriname”, disse, citando acordos em infraestrutura, defesa, segurança pública, ciência e tecnologia, políticas sociais e desenvolvimento sustentável.
A presidenta do Suriname, Geerlings-Simons, disse que o país quer reduzir os custos dos alimentos, reforçar a segurança alimentar e vê o Brasil como um “aliado estratégico” pra alcançar essas metas. Ela também destacou o compromisso com democracia e integração regional.
O presidente brasileiro lembrou que, no primeiro encontro entre eles, em Belém, no contexto da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), Geerlings-Simons demonstrou interesse em conhecer políticas sociais brasileiras. Lula citou ainda avanços do Brasil, como a saída do Mapa da Fome da FAO no ano passado e o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) da história divulgado pela ONU nesta semana.
Além disso, Lula mencionou medidas ligadas a trabalho, como a promessa de acabar com a jornada 6x1 e mudar a carga de 44 para 40 horas semanais, com apoio do Congresso. Ele também citou esforços federais contra violência contra mulheres e crimes de feminicídio, incluindo medidas assinadas para proteção, responsabilização e segurança digital.
Por que isso é importante
- A visita coloca na mesa acordos que podem mexer no dia a dia do Suriname em saúde, assistência social e segurança, com troca de políticas públicas.
- Do lado do Brasil, o foco em facilitação comercial tenta destravar um comércio hoje considerado pequeno e concentrado, abrindo espaço pra mais oportunidades.
- A cooperação em Amazônia, segurança digital e fronteira tende a fortalecer respostas conjuntas contra crimes transnacionais.
No fim, é mais do que discurso de proximidade: o Brasil e o Suriname estão mesmo tentando fazer a parceria sair do papel. Você acha que essa “virada” vai virar comércio de verdade ou fica só no roteiro de visitas?
