Reajuste do plano de saúde 5,11%: ANS define teto e muda 2026
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Reajuste de plano de saúde é tipo conta que chega sorrateira: você só percebe quando o boleto já veio no fim do mês. Em 2026, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) colocou um limite no aumento anual e a mensalidade tende a ficar mais previsível.
Na reunião de Diretoria Colegiada desta sexta-feira (29/5), a ANS aprovou o teto do reajuste em 5,11% para contratos de assistência médica.
Esse 5,11% é o menor teto estabelecido pela ANS, exceto em 2021, quando houve reajuste negativo por causa da menor utilização dos serviços durante o período de isolamento social da Covid-19.
Na prática, a regra deve alcançar cerca de 7,7 milhões de beneficiários. Esse total representa 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil, considerando dados de março de 2026. Também entram contratos regulamentados assinados a partir de 1º de janeiro de 1999, ou que tenham sido adaptados à Lei nº 9.656/1998.
Pensa numa “tampa de panela”: ela não impede o vapor de existir, mas impede que a panela ferva fora de controle. É assim que o teto funciona na explicação da ANS, como forma de buscar equilíbrio para manter a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos beneficiários.
O que muda na prática
O detalhe que mexe no seu bolso é o timing da cobrança. O reajuste anual só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato, ou seja, quando o plano foi firmado.
Se o seu contrato faz aniversário em maio ou junho, a cobrança deve começar em julho ou, no máximo, em agosto, com retroação até o mês de aniversário.
Na hora de conferir, o roteiro é simples: veja se o percentual no boleto está em igual ou inferior ao 5,11% e se a cobrança respeita o mês de aniversário.
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Quem é afetado: cerca de 7,7 milhões de beneficiários
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Teto do reajuste: 5,11%
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Quando a cobrança entra: no mês de aniversário; em maio/junho, começa em julho ou até agosto com retroação
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Como se chegou ao número: metodologia que considera custos assistenciais e frequência de uso
Para 2026, o cálculo usou a metodologia adotada desde 2019. A ANS combinou IVDA (Índice de Valor das Despesas Assistenciais), com peso de 80%, e IPCA (inflação oficial, excluindo o subitem “Plano de Saúde”), com peso de 20%.
E daí pra mim? Se você tem plano individual ou familiar, vale conferir o boleto: o reajuste autorizado já vem com o teto menor definido para 2026, e o mês de aniversário do contrato também é parte do que determina quando o aumento aparece.
