Bem-Estar

Dengue em Cuiabá: prefeitura vistoria 536 mil imóveis e reduz casos

Com mais de 536 mil imóveis vistoriados e queda das notificações, Cuiabá mostra como prevenção contínua pode reduzir a circulação de dengue e chikungunya ao longo de 2026.

Publicada em 20 de junho, 2026.

Atualizada em 15 de julho, às 08:00.

Dengue em Cuiabá: prefeitura vistoria 536 mil imóveis e reduz casos
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Se a dengue dá sinais, a rotina vira um checklist: quintal, água parada e visitas. Em Cuiabá, a Prefeitura está tratando esse “trabalho de casa” com inspeções em massa. Neste ano, as equipes da Vigilância em Saúde já vistoriaram 536.994 imóveis para prevenção e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Os números estão no Boletim Epidemiológico de Arboviroses (Edição 22/2026), divulgado na quinta-feira (18).

Pensa na dengue como uma fila que se forma quando alguém deixa a porta aberta. Quando o mosquito acha água parada e falta orientação, ele acelera a “entrada”. Com mais vistorias e ações nos locais, Cuiabá tenta fechar essa porta antes que o ciclo avance.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o boletim aponta queda nas notificações de dengue e chikungunya.

Para a dengue, foram registradas 1.151 notificações, com 501 casos confirmados em 2026. A média semanal de notificações caiu de 81,6 casos em 2025 para aproximadamente 50 neste ano. Na 23ª Semana Epidemiológica, foram seis novos casos.

O documento traz ainda a incidência da doença: 61,6 casos por 100 mil habitantes, considerando 426 casos autóctones (contraídos dentro do município). Até agora, houve 1 óbito por dengue, enquanto outro segue em investigação.

Além das visitas domiciliares, as equipes também fizeram tratamento de 56.739 imóveis e 63.496 depósitos de água, além de eliminar 16.065 possíveis criadouros do mosquito, com atuação em diferentes regiões.

O que muda na prática

O ponto-chave é simples: quando a inspeção encontra criadouros, a prevenção fica mais “cirúrgica”. A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, ressalta que a redução mostra efetividade, mas depende do esforço conjunto.

  • Casa do mosquito: valor menor quando o foco está dentro dos imóveis e a população mantém o quintal sem água parada
  • Velocidade da transmissão: redução nas notificações ajuda a diminuir a circulação das arboviroses no município
  • Ação em campo: vistorias e orientações continuam sendo a rotina da Vigilância
  • Participação do morador: permitir a entrada dos agentes ajuda no combate aos criadouros

A chikungunya também teve recuo. A média semanal de notificações caiu de 471,8 casos em 2025 para 4,9 notificações por semana neste ano. O boletim registra 113 casos notificados, com 110 confirmados, incidência de 7,8 por 100 mil habitantes. Não houve registros nas últimas três semanas epidemiológicas, e nenhum óbito foi confirmado.

Já a zika segue sob controle: oito notificações, três casos confirmados e incidência de 0,4 caso por 100 mil habitantes, sem mortes registradas.

Mesmo com a melhora nos indicadores, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao mosquito continua durante todo o ano: quintais limpos, eliminação de recipientes com água parada e colaboração nas visitas. E, para quem se enquadra, a vacina Qdenga está disponível gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

No fim, o recado aterrissa fácil: com números melhores, a porta que ajuda a dengue a entrar continua fechada quando cada morador faz sua parte. E daí pra mim? É deixar o quintal pronto para não virar berçário e procurar uma unidade de saúde ao primeiro sinal como febre alta, dores no corpo, dor de cabeça ou manchas avermelhadas na pele.

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